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LinkedIn é a nova porta de entrada no mercado

Considerada a maior rede social profissional existente, a plataforma concentra milhares de empresas que procuram novos profissionais. No entanto, para conseguir um emprego é preciso ter um bom perfil virtual

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Imagem ilustrativa da notícia LinkedIn é a nova porta de entrada no mercado camera O LinKedIn conta 300 milhões de usuários, 20 milhões estão no Brasil. | Freepik

Com cerca de 14,8 milhões de pessoas desempregadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a busca por uma colocação no mercado de trabalho em todo o país tem sido árdua. Nesse contexto, uma das alternativas que tem se mostrado mais viável está relacionada ao uso de redes sociais como vitrine de oportunidades. Aquela que tem mostrado resultados mais relevantes é o LinkedIn. A rede tem sido cada vez mais utilizada por empresas e recrutadores. Para se ter uma ideia, das 100 melhores empresas para se trabalhar, 90 se voltam para essa plataforma em busca de talentos e de futuras contratações, segundo o ranking Fortune 100. Além disso, 30% dos recrutadores a reconhecem como uma das fontes mais importantes na hora de contratar uma pessoa.

E muita gente já percebeu isso. Tanto que o LinKedIn conta em todo o mundo com mais de 300 milhões de membros, sendo considerada a maior rede social profissional. Somente no Brasil são 20 milhões.

Para a psicóloga Ana Alice Nunes, consultora na área de Gestão de Pessoas e especialista em Recursos Humanos, o LinkedIn é uma plataforma estratégica. “Direcionada para o networking de empregabilidade, marketing profissional, conexão, carreira e negócio, por essa razão, ajuda no processo de recolocação ou ainda a fazer parceria, gerar negócio e buscar clientes”, avalia.

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Mas para conseguir obter um bom resultado, segundo ela, não basta apenas ser um membro dessa rede. “É fundamental atuar de forma estratégica para atrair e gerar resultados”, orienta.

Nesse aspecto, o primeiro passo é criar um perfil adequado. “Na capa, o ideal é usar uma foto profissional, mostrando uma imagem agradável e simpática, mas que passe um profissionalismo. Em seguida, deve-se colocar a sua área de atuação, rede social e e-mail. Abaixo do nome, colocar as palavras chaves para o cargo de interesse, como quer ser achado dentro das suas atribuições técnicas. Sem esquecer das informações de contato sempre atualizadas”, orienta.

Ter um perfil público é outro passo estratégico. “Deve-se editar o URL (o endereço virtual de uma página ou website), clicando no ícone do lápis, personalizando-o. O link pode ter apenas o nome e um sobrenome, não é necessário deixar o nome completo”, diz.

É fundamental fazer um relato sobre as experiências na área desejada. “Falar das conquistas, fazer um resumo do currículo, usar palavras de destaque”, detalha.

Além de deixar o perfil completo, preencher todos os dados é essencial. “Quando está completo com foto, capa, palavras chaves, o perfil consequentemente acaba ficando cada vez mais exposto dentro da rede para os recrutadores. Isso é importantíssimo para quem está em busca de recolocação profissional, aumentando em até 40 vezes a sua chance de conquistar oportunidades”, explica.

Adicionar o cargo atual, caso tenha, assim como os já ocupados, é outra boa estratégia. “Vale colocar os trabalhos desempenhados voluntariamente, bem como a última formação, além de certificados, cursos concluídos e, no mínimo, 15 competências”, aconselha.

Usuário precisa movimentar seu perfil estrategicamente

Por ser uma ferramenta para criar conexão, a especialista ressalta que é preciso se planejar para usá-la diariamente. “Disponibilizar no mínimo cerca de 30 minutos por dia para falar com pessoas da empresa de interesse, adicionar recrutadores, headhunters (responsável por buscar os melhores do mercado), seguir os Top Voices ou pessoas relevantes no seu segmento deatuação”, indica.

A interação é outro aspectorelevante. Por isso, a psicóloga aconselha sempre que possível “fazer comentários relevantes, pertinentes, que chamem a atenção. Compartilhar, curtir mensagens postadas também é interessante”.

Se no mundo real as recomendações praticamente já não são usadas nos currículos, no virtual elas têm importância relevante. “Recomende as pessoas que já tenham trabalhado com você, isso pode dar retorno com alguns depoimentos interessantes no seu perfil também. É possível solicitar que outros escrevam recomendações no seu perfil, colegas de trabalho, estudos, supervisores com quem já trabalhou e colegas de trabalho voluntários. Isso é importante porque os recrutadores visualizam e terão retorno do seu trabalho, postura e competências”, garante.

No campo das atividades do perfil na rede social, Ana Alice reforça que tudo o que a pessoa comenta, curte, compartilha, publica e escreve fica exposto nas atividades. “É comum o recrutador ir nas atividades verificar o que está sendopublicado”, informa.

Adotar uma postura cortês na rede costuma ser bem visto por recrutadores. “Cumprimentar as pessoas, elogiar o trabalho, utilizar as mensagens são boas iniciativas. Por outro lado, é crucial evitar reclamações, correntes de divulgação e críticas”, destaca a especialista.

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