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INTERNACIONAL

Protestos no Irã já deixam mais de 500 mortos

Teerã ameaça bases dos EUA após Trump apoiar manifestantes.

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Imagem ilustrativa da notícia Protestos no Irã já deixam mais de 500 mortos camera Os protestos tiveram início em 28 de dezembro de 2025, motivados pela alta da inflação. | Reprodução / Redes Sociais

As manifestações no Irã completaram duas semanas e já provocaram a morte de mais de 500 pessoas, segundo dados divulgados por organização de direitos humanos. O governo iraniano emitiu ameaças contra bases militares americanas após o presidente Donald Trump declarar apoio aos manifestantes.

O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, divulgou números atualizados sobre as vítimas dos protestos no Irã. A organização confirmou a morte de 490 manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança. Mais de 10.600 pessoas foram presas durante o período.

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Ativistas dentro e fora do Irã coletaram os dados para a HRANA. As autoridades iranianas não divulgaram estatísticas oficiais sobre as mortes.

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A agência Reuters não conseguiu verificar os números de forma independente.

Teerã ameaça retaliar bases americanas

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, emitiu um alerta direto a Washington. Ele deixou claro que qualquer ataque ao Irã provocará resposta contra alvos específicos.

Qalibaf, ex-comandante da Guarda Revolucionária de elite, declarou que territórios ocupados por Israel, além de todas as bases e navios dos EUA, serão considerados alvos legítimos.

A ameaça veio após repetidas declarações de Trump sobre possível intervenção.

Trump considera opções contra o Irã

O jornal Wall Street Journal revelou que assessores apresentarão ao presidente americano um leque de opções na terça-feira. As alternativas incluem:

  • Ataques militares diretos;
  • Uso de armas cibernéticas secretas;
  • Ampliação das sanções econômicas;
  • Fornecimento de apoio online a grupos antigovernamentais.

Trump publicou nas redes sociais que os Estados Unidos estão prontos para ajudar o Irã a conquistar liberdade. O presidente já demonstrou força no cenário internacional ao depor o ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Manifestações começaram por questões econômicas

Os protestos tiveram início em 28 de dezembro de 2025, motivados pela alta da inflação. A insatisfação popular rapidamente se voltou contra os líderes religiosos que comandam o país desde a Revolução Islâmica de 1979.

As autoridades iranianas acusam os Estados Unidos e Israel de fomentar a instabilidade. O governo convocou uma manifestação nacional para segunda-feira com o objetivo de condenar as ações que considera terroristas.

Bloqueio da internet dificulta informações

O fluxo de informações do Irã sofreu impacto severo desde quinta-feira, quando o governo bloqueou o acesso à internet. Mesmo assim, vídeos divulgados nas redes sociais mostraram grandes multidões nas ruas de Teerã.

Nas imagens, as pessoas marchavam à noite, aplaudiam e cantavam. Um homem comentou que a multidão não tinha começo nem fim.

Em Mashhad, no nordeste do país, vídeos mostraram fumaça, incêndios nas ruas e manifestantes mascarados.

Governo iraniano acusa terroristas

A TV estatal exibiu dezenas de sacos para cadáveres no chão do Instituto Médico Legal de Teerã. O governo afirmou que as mortes foram provocadas por terroristas armados.

Familiares aguardavam do lado de fora do Centro Médico Legal de Kahrizak para identificar os corpos.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que Israel e Estados Unidos orquestraram a desestabilização.

Ele acusou inimigos do Irã de trazer terroristas que incendiaram mesquitas e atacaram bancos e propriedades públicas.

Pezeshkian pediu às famílias que não permitam que seus filhos se juntem a manifestantes violentos. O presidente afirmou que o governo está pronto para ouvir o povo e resolver os problemas econômicos.

Israel monitora situação em estado de alerta

Três fontes israelenses revelaram que Israel está em estado de alerta máximo. As autoridades monitoram a possibilidade de qualquer intervenção americana no Irã.

Um oficial militar israelense afirmou que os protestos são uma questão interna iraniana. No entanto, as forças armadas de Israel estão prontas para responder com força, se necessário.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversou por telefone com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Os dois discutiram a possibilidade de intervenção dos EUA no Irã.

Momento crítico para Teerã

Os protestos atuais acontecem em um período delicado para o governo iraniano. O país ainda se recupera da guerra do ano passado e viu sua posição regional enfraquecida.

Aliados do Irã, como o Hezbollah do Líbano, sofreram golpes desde os ataques liderados pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. A situação contrasta com protestos anteriores que o governo conseguiu reprimir.

Oposição iraniana pede persistência

Reza Pahlavi, filho exilado do último xá do Irã, pediu aos manifestantes que não abandonem as ruas. Ele afirmou que Trump observou a bravura dos iranianos. Pahlavi reside nos Estados Unidos e é uma voz proeminente na fragmentada oposição.

Maryam Rajavi, presidente eleita do Conselho Nacional da Resistência do Irã, declarou que o povo iraniano retomou o controle dos espaços públicos. Ela afirmou que os manifestantes remodelaram o cenário político do país.

Analistas avaliam desfecho dos protestos

Alan Eyre, ex-diplomata americano e especialista em Irã, considera improvável que os protestos derrubem o governo. Ele acredita que as manifestações serão reprimidas eventualmente.

No entanto, Eyre afirmou que o governo sairá muito mais fraco do processo. O especialista observou que a elite iraniana ainda parece coesa e não há oposição organizada no país.

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