Um grave acidente ferroviário no sul da Espanha, ocorrido neste domingo (19), deixou pelo menos 39 mortos e mais de 120 feridos, entrando para a lista das colisões de trens mais letais registradas na Europa nos últimos anos.
O ministro dos Transportes espanhol, Oscar Puente, alertou que o número de vítimas ainda pode aumentar. Segundo ele, as causas do acidente serão investigadas. "O trecho onde a batida ocorreu foi renovado em maio, e o trem que descarrilou foi produzido há menos de quatro anos. Ele viajava em velocidade inferior ao limite permitido", afirmou Puente.
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Histórico de acidentes na Espanha e na Europa
A Espanha possui um histórico de tragédias ferroviárias graves. Em julho de 2013, um trem saiu dos trilhos perto de Santiago de Compostela, matando 80 passageiros e ferindo mais de 140. A investigação concluiu que o veículo viajava em velocidade duas vezes superior à permitida para o trecho e que um lapso de atenção do maquinista provocou o acidente. Em 2024, o funcionário e um diretor de segurança foram condenados a dois anos e meio de prisão por homicídio e negligência.
Anteriormente, em 1972, outro acidente deixou 86 mortos e mais de 150 feridos perto de El Cuervo, quando dois trens colidiram frontalmente devido ao descumprimento de uma ordem de parada diante de um sinal vermelho na estação.
Grandes acidentes ferroviários também marcaram outros países europeus. Na Grécia, em 2023, 57 pessoas morreram e 180 ficaram feridas após a colisão frontal de dois trens perto de Larissa, no norte do país. A maioria das vítimas eram jovens estudantes. O julgamento de 36 pessoas, incluindo executivos ferroviários e o chefe da estação de plantão, terá início no dia 23 de março do próximo ano, e os réus podem ser condenados a até 20 anos de prisão por homicídio culposo e negligência.
Em Montenegro, em 2006, um trem despencou em um desfiladeiro do rio Moraca, próximo à capital Podgorica, matando 47 pessoas e ferindo 234, devido a uma falha no sistema de freios. Na Ucrânia, em 2010, uma colisão entre um trem e um ônibus em Marhanets resultou em 45 mortos. Autoridades atribuíram o acidente ao motorista do ônibus, que teria ignorado sinal vermelho.
Na Turquia, o pior desastre ferroviário recente ocorreu em 2004, quando um trem de alta velocidade descarrilou na província de Sakarya, causando 41 mortes e ferindo 80 pessoas. A Itália também registrou tragédias: em 2016, dois trens regionais colidiram no sul do país, deixando 23 mortos; e em 2009, uma explosão em Viareggio matou 43 pessoas, com gestores da ferrovia responsabilizados penalmente.
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Em Portugal, em 2025, um bondinho elétrico descarrilou em Lisboa e se chocou contra um prédio, matando 16 pessoas e ferindo 21, devido à ruptura de um cabo subterrâneo inadequado. Na Bélgica, em fevereiro de 2010, dois trens urbanos colidiram nos arredores de Bruxelas durante o horário de pico, causando 19 mortes e 171 feridos.
Ainda no território europeu, a Alemanha também registrou tragédias marcantes. Em 1998, 101 pessoas morreram e 120 ficaram feridas em Eschede, quando um trem de alta velocidade descarrilou após a quebra de uma roda, colidindo contra um pilar de ponte enquanto trafegava a 200 km/h. Em 2016, uma colisão frontal na Baviera provocou a morte de 12 pessoas devido a um erro de controle.
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