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Nike é investigada após acusação de discriminação contra brancos

Governo Trump aciona Justiça para obter dados sobre práticas da empresa.

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Imagem ilustrativa da notícia Nike é investigada após acusação de discriminação contra brancos camera O caso teve origem em acusações feitas em 2024 por Andrea Lucas, comissária da Comissão de Igualdade de Oportunidades Trabalhistas dos Estados Unidos conhecida por criticar iniciativas de diversidade, equidade e inclusão no ambiente corporativo. | Reprodução

A gigante de artigos esportivos Nike enfrenta uma investigação federal nos Estados Unidos por suspeita de discriminação contra funcionários brancos da empresa no país.

O governo Trump entrou na Justiça nesta quarta-feira (4) para forçar a companhia a fornecer documentos que ainda não foram entregues. A administração atual solicitou a um tribunal de Missouri que obrigue a Nike a cumprir uma intimação judicial.

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A Comissão de Igualdade de Oportunidades Trabalhistas dos Estados Unidos (EEOC) afirmou em documentos apresentados ao tribunal que a empresa "não forneceu todas as informações solicitadas" durante a investigação.

O caso teve origem em acusações feitas em 2024 por Andrea Lucas, comissária da EEOC conhecida por criticar iniciativas de diversidade, equidade e inclusão no ambiente corporativo.

Trump nomeou Lucas para a presidência da comissão em novembro de 2025, cargo que assumiu após ter sido indicada como comissária durante o primeiro mandato do republicano, em 2020.

Acusações contra a política de diversidade

Segundo o processo, a Nike pode ter violado a legislação trabalhista ao adotar práticas discriminatórias contra funcionários, candidatos e participantes de programas de capacitação brancos.

A investigação também questiona a meta estabelecida pela empresa de que 30% dos cargos de liderança sejam ocupados por minorias raciais e étnicas.

As principais alegações da investigação incluem:

  • Tratamento discriminatório contra funcionários brancos em processos de contratação e promoção;
  • Estabelecimento de cotas que podem violar a legislação trabalhista federal;
  • Políticas de diversidade que teriam prejudicado candidatos e funcionários por critérios raciais.

Defesa da empresa

A Nike classificou a ação da EEOC como uma "escalada surpreendente e incomum" no andamento da investigação. Em comunicado enviado à agência AFP, a companhia afirmou que manteve uma cooperação "ampla e de boa-fé" com os investigadores desde o início do processo.

"Estamos comprometidos com práticas trabalhistas justas e legais e cumprimos todas as leis aplicáveis, incluindo aquelas que proíbem a discriminação", declarou a Nike. A empresa garantiu que vai responder à solicitação judicial e fornecer as informações demandadas pelo tribunal.

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O caso representa um dos primeiros grandes confrontos da administração Trump contra políticas corporativas de diversidade e inclusão, tema que se tornou alvo de críticas de setores conservadores nos últimos anos.

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