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NEGOU ACUSAÇÕES

Trump se irrita ao ser chamado de pedófilo por atirador 

Presidente reage a trecho de manifesto lido na TV, nega ser "pedófilo" e "estuprador" e confronta jornalista em meio à repercussão de ataque em jantar oficial.

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Imagem ilustrativa da notícia Trump se irrita ao ser chamado de pedófilo por atirador  camera Durante entrevista ao "60 Minutes", Donald Trump reage com irritação à leitura de manifesto de atirador e nega acusações de pedofilia. | Reprodução/YouTube CBS

Em meio a um cenário político marcado por tensão, violência e disputas narrativas cada vez mais intensas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou um momento de forte irritação durante entrevista exibida neste domingo (26), ao ser confrontado com trechos de um manifesto atribuído ao homem que tentou invadir um jantar oficial no último sábado (25). A leitura do documento, que contém acusações graves contra o republicano, desencadeou uma reação contundente do presidente diante das câmeras.

O episódio ocorreu durante o programa "60 Minutes", quando a jornalista Norah O'Donnell leu um trecho do texto enviado pelo atirador a familiares pouco antes do ataque: "Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor lave minhas mãos com seus crimes". A declaração provocou imediata reação de Trump, que interrompeu a entrevista e elevou o tom contra a condução da conversa.

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REAÇÃO EXPLOSIVA EM REDE NACIONAL

Visivelmente irritado, Trump respondeu de forma direta e agressiva à leitura do manifesto: "Eu estava esperando você ler isso, porque eu sabia que você leria, porque vocês são pessoas horríveis. Sim, ele escreveu isso. Eu não sou um estuprador. Eu não estuprei ninguém", afirmou.

Em seguida, reforçou sua negativa e criticou a jornalista: "Eu não sou pedófilo. Dá licença. Eu não sou pedófilo. Você leu essa besteira escrita por algum doente? Eu fui associado a um monte de coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado".

A tensão aumentou à medida que a entrevista prosseguia. Trump voltou a atacar a condução da reportagem e a exibição do conteúdo: "Eu li o manifesto. Sabe, ele é um doente. Mas você deveria ter vergonha de si mesmo por ler isso, porque eu não sou nada disso. (…) Você não deveria estar lendo isso no 60 Minutes. Você é vergonhosa. Mas prossiga. Vamos terminar a entrevista. Você é uma vergonha".

ATAQUE INTERROMPE JANTAR COM CORRESPONDENTES

O caso teve origem na noite de sábado (25), durante o jantar anual com correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel em Washington. O evento foi interrompido após disparos serem ouvidos do lado de fora do salão, provocando pânico e a retirada imediata de autoridades.

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Trump, a primeira-dama e integrantes do governo foram escoltados para fora do local pelo Serviço Secreto. O autor dos disparos foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, que acabou preso e segue sob custódia.

MANIFESTO REVELA CONFLITO INTERNO

Antes de iniciar o ataque, Allen enviou um e-mail a familiares no qual misturava críticas políticas e um tom de despedida. No texto, ele descreveu o impacto emocional de sua decisão: "Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca vou fazer, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez".

O conteúdo reforça a linha investigativa de que o atirador agiu sozinho, movido por motivações pessoais e políticas. Segundo autoridades, ele pretendia atingir Trump e outros membros do alto escalão do governo.

CASO EPSTEIN VOLTA AO CENTRO DO DEBATE

A repercussão do manifesto também reacendeu questionamentos sobre a relação passada de Trump com Jeffrey Epstein. O empresário foi condenado por crimes sexuais, e o presidente tem sido alvo de cobranças sobre sua proximidade anterior com ele.

Trump, por sua vez, insiste que não tem envolvimento em irregularidades e afirma ter sido inocentado de quaisquer acusações.

POLARIZAÇÃO E TENSÃO POLÍTICA

O episódio evidencia o grau de polarização política nos Estados Unidos, onde episódios de violência se somam a discursos cada vez mais agressivos. A combinação entre um atentado frustrado e um embate direto com a imprensa em rede nacional amplia a tensão institucional e mantém o país em estado de alerta.

Enquanto as investigações seguem, o caso reforça os desafios enfrentados por autoridades e pela sociedade diante de um ambiente político marcado por desconfiança, radicalização e confrontos públicos cada vez mais intensos.

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