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GIGANTE DOS MARES

Maior navio de guerra dos EUA entra no Brasil com 60 aviões

O USS Nimitz, com capacidade para cinco mil pessoas, funciona como uma base aérea móvel em alto-mar.

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Imagem ilustrativa da notícia Maior navio de guerra dos EUA entra no Brasil com 60 aviões camera A presença do maior navio de guerra dos EUA se deve a uma ação conjunta com a Marinha do Brasil | Divulgação/US NAVY/WIKIMEDIA COMMONS

A costa brasileira recebeu, na última segunda-feira (11), a visita de um dos maiores navios de guerra do mundo: o porta-aviões nuclear USS Nimitz (CVN-68). A embarcação integra a Operação Southern Seas 2026, missão conduzida pela Marinha dos Estados Unidos que percorre o litoral da América Latina para treinamentos conjuntos e intercâmbio técnico com forças navais da região.

Incorporado em 1975, o USS Nimitz mede cerca de 330 metros de comprimento e funciona como uma base aérea flutuante, capaz de transportar dezenas de aeronaves e abrigar cerca de cinco mil pessoas em operações complexas. Equipado com reator nuclear, o navio não depende de combustíveis fósseis tradicionais, podendo operar por décadas com reabastecimento nuclear planejado ao longo de sua vida útil.

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A visita ao território brasileiro inclui exercícios com unidades da Marinha do Brasil, como as fragatas Independência e Defensora, o submarino Tikuna e helicópteros AH-11B Super Lynx. Segundo a Marinha, a operação busca:

  • Realizar treinamentos conjuntos e troca técnica entre tripulações;
  • Aperfeiçoar procedimentos operacionais;
  • Desenvolver interoperabilidade entre forças navais;
  • Fortalecer relações diplomáticas entre países aliados.

A Southern Seas já está em sua 11ª edição, coordenada pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, e visa estreitar laços institucionais e operacionais com países parceiros.

Para o comandante da Segunda Divisão da Esquadra, Carlos Marcelo Fernandes, a missão oferece oportunidades únicas de aprendizado: “Operar com outras Marinhas permite desenvolver interoperabilidade, aperfeiçoar capacidades e reforçar a amizade entre forças navais”, afirmou.

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Mesmo em um contexto de tensões diplomáticas pontuais, a operação é oficialmente classificada como uma iniciativa de cooperação militar, destacando o intercâmbio técnico e o treinamento conjunto como pilares da visita.

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