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ALTA NOS COMBUSTÍVEIS

Conflito EUA-Irã: altera rota de petróleo e preços disparam

Os Estados Unidos passarão a cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas que atravessarem o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo.

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Imagem ilustrativa da notícia Conflito EUA-Irã: altera rota de petróleo e preços disparam camera O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã provocou uma alta nos preços da energia e reacendeu preocupações com o avanço da inflação em diversos países. | Foto: Dean Conger

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira (13), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar novas medidas relacionadas ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

O republicano afirmou que o país passará a cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas que atravessarem a região e que retomará o bloqueio contra navios e clientes iranianos.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto e afirmou que os Estados Unidos atuarão como "guardiões" da via marítima. Segundo ele, o bloqueio terá como alvo apenas embarcações iranianas e seus clientes, enquanto os demais países continuarão com livre acesso à rota, mediante o pagamento da taxa anunciada.

"Estamos restabelecendo o BLOQUEIO IRANIANO, assim denominado porque impede apenas a entrada e saída de navios ou clientes iranianos", disse ele.

"Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como “O GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ”, mas, como tal, e por uma questão de JUSTIÇA, serão reembolsados ​​em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo", afirmou o presidente.

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Ao detalhar a medida, Donald Trump afirmou que o bloqueio será direcionado exclusivamente a embarcações iranianas e a clientes ligados ao Irã. Segundo o presidente norte-americano, os demais países continuarão tendo acesso livre e irrestrito ao Estreito de Ormuz, sem restrições de navegação.

As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que realizaram, no domingo (12), ataques contra alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, estações de radar costeiras, estruturas de lançamento de mísseis, drones e embarcações de pequeno porte. A operação contou com o uso de aeronaves, navios de guerra e drones.

Em entrevista à agência Reuters, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão impondo uma forte ofensiva ao Irã e declarou considerar encerrado o cessar-fogo entre os dois países. Apesar da escalada das tensões, o presidente norte-americano disse que continua aberto a uma eventual retomada das negociações diplomáticas.

Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, adotou um discurso igualmente firme. Em publicação na rede X, ele afirmou que "a era dos acordos unilaterais acabou" e advertiu que os adversários terão de "cumprir sua palavra ou pagar o preço".

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, ampliou a instabilidade no Oriente Médio. Desde então, o Irã lançou ataques contra bases militares norte-americanas em diferentes países da região, enquanto os confrontos já deixaram milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano.

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã provocou uma alta nos preços da energia e reacendeu preocupações com o avanço da inflação em diversos países. O aumento no valor dos combustíveis, especialmente da gasolina, também representa um desafio político para Donald Trump, que enfrenta um cenário sensível às vésperas das eleições legislativas de novembro, quando serão renovadas cadeiras no Congresso dos Estados Unidos.

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