A Uber iniciou um novo modelo de cobrança para motoristas parceiros em duas cidades da Europa. Batizada de "taxa de despacho", a medida já está em vigor em Malmö, na Suécia, e em Basileia, na Suíça, e poderá ser adotada futuramente em outros mercados onde a plataforma opera, incluindo o Brasil.
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Pela nova regra, os motoristas passam a pagar um valor por cada solicitação de viagem recebida no aplicativo, independentemente de aceitarem ou recusarem a corrida.
Quanto custa a nova taxa?
Os valores variam conforme o país. Na Suécia, a cobrança é de 2 coroas suecas por chamada recebida, o equivalente a aproximadamente R$ 1,03.
Já na Suíça, a taxa é de 0,30 franco suíço, cerca de R$ 1,88 por solicitação enviada ao motorista.
Segundo a Uber, o valor é cobrado sempre que uma corrida é oferecida ao condutor, mesmo que ela não seja aceita.
Como funciona em cada país?
Embora a cobrança exista nos dois mercados, o funcionamento é diferente.
Em Malmö, a Uber informou que não ficará com o dinheiro arrecadado. Ao final de cada semana, todo o valor recolhido será redistribuído entre os motoristas, de acordo com o número de viagens concluídas por cada um.
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Já em Basileia, a empresa manterá os valores cobrados, mas reduzirá em dois pontos percentuais a comissão sobre as corridas finalizadas.
Nas categorias UberX e UberXL, por exemplo, a taxa cobrada pela plataforma cai de 25% para 23%.
Qual é o objetivo da mudança?
De acordo com a Uber, a taxa foi criada para tornar o sistema de distribuição de viagens mais eficiente.
A empresa afirma que a medida incentiva o envio das corridas para motoristas que estejam mais próximos do passageiro, reduzindo o tempo de espera até o embarque e melhorando a experiência dos usuários.
Motoristas contestam justificativa
Parte dos motoristas, no entanto, avalia que a cobrança tem outro propósito. Segundo condutores, a medida pode pressionar os parceiros a permanecerem conectados ao aplicativo apenas quando estiverem realmente disponíveis para aceitar chamadas, evitando recusas frequentes.
A própria Uber orientou os motoristas a desligarem o aplicativo sempre que não puderem realizar viagens, já que a taxa de despacho não é aplicada enquanto o condutor estiver offline.
Medida pode chegar ao Brasil
Até o momento, a Uber não anunciou a expansão da taxa para outros países. No entanto, como o modelo está sendo testado em mercados europeus, existe a possibilidade de que a iniciativa seja analisada para implementação em outras regiões onde a plataforma atua, incluindo o Brasil.
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