Nesta quarta-feira (07/10), a França suspendeu o uso de granadas de efeito moral pela polícia após um estudante de 15 anos perder a mão durante uma manifestação em Lens, no norte do país. A medida foi anunciada pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, dois dias após o incidente, em meio a uma onda de protestos estudantis que já dura duas semanas.
O adolescente atingido participava de uma manifestação contra as condições precárias de ensino e a falta de funcionários nas escolas quando a granada explodiu.
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Em entrevistas à BFMTV, importante canal de notícias francês, a mão do jovem afirmou que ele não teria tentado pegar o artefato, mas que mesmo assim teve a mão amputada. “A vida dele foi roubada. Ele é um garoto de 15 anos, como crianças podem ser tratadas assim?”, declarou à BFMTV.
Segundo Nuñez, a suspensão do uso das granadas no país permanecerá em vigor até que as circunstâncias da explosão sejam esclarecidas. O ministro também rejeitou as acusações de brutalidade policial e disse que os agentes “não intervêm se os protestos forem pacíficos”.
Protestos deixam centenas de feridos
As manifestações são marcadas por confrontos frequentes e já resultaram em centenas de feridos. Segundo dados apresentados por Nuñez ao Parlamento, 215 adolescentes, 89 funcionários de escolas e 761 agentes policiais ficaram feridos desde o início dos protestos.
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Nesta quarta-feira (07/10), várias unidades de ensino permaneciam fechadas no país. De acordo com o jornal diário britânico The Guardian, pelo menos 80 câmpus universitários foram bloqueados por estudantes, incluindo a Sciences Po, em Paris.
Em manisfestação pública, os sindicatos afirmaram que grande parte das mobilizações nas universidades ocorreu de forma pacífica.
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