Um adolescente de 14 anos foi detido nesta segunda-feira (12) após disparar com uma espingarda contra o diretor e uma professora de uma escola em Aubagne, no sudeste da França. O ataque deixou dois profissionais feridos, mas, segundo as autoridades, nenhum deles corre risco de morrer.
O caso aconteceu por volta das 10h, no horário local, na escola Joseph-Lakanal, localizada nos arredores de Marselha. Após os disparos, o estudante foi interceptado por um integrante da equipe da instituição. O governo francês informou que um comitê de gestão de crise foi ativado.
De acordo com o prefeito do departamento de Bocas do Ródano, Jacques Witkowski, o diretor foi atingido nas coxas e na região lombar. Já a professora sofreu um ferimento na coxa causado por um chumbinho. Um terceiro disparo foi efetuado no corredor da escola.
Segundo a Promotoria de Marselha, houve ainda um quarto disparo contra o quadro de uma sala de aula, onde estavam alunos e um professor. Uma terceira pessoa sofreu um arranhão leve.
Aluno foi contido por funcionário da escola
O adolescente estudava na própria instituição e, conforme as autoridades, não tinha antecedentes conhecidos por delinquência ou radicalização. Até o momento, a motivação do ataque não foi esclarecida.
Em entrevista à agência AFP, uma estudante identificada como Sarah relatou que estava em uma aula de espanhol quando o alarme de incêndio foi acionado. Ao sair da sala, ela e outros alunos se depararam com o adolescente armado.
Segundo o relato da jovem, o suspeito teria afirmado que estava atrás dos professores, e não dos estudantes.
Após o ocorrido, pais correram para buscar os filhos, e muitos permaneceram em frente à escola durante as primeiras horas da tarde.
Governo francês reage ao ataque
O presidente da França, Emmanuel Macron, comentou o episódio em uma publicação na rede social X e elogiou a reação dos profissionais da instituição.
“Saúdo o sangue frio e a reação exemplar da equipe educativa, que permitiram evitar o pior”, escreveu.
O ataque ocorreu em um período de mobilizações estudantis por melhores condições nas escolas de ensino médio francesas. No entanto, as autoridades informaram que, até o momento, não há indicação de ligação entre o episódio e os protestos iniciados no fim de setembro.
A promotora adjunta de Marselha, Audrey Jouaneton, afirmou que as investigações ainda precisam esclarecer as razões do ataque e se os profissionais da escola eram os alvos pretendidos.
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