O Reino Unido decidiu proibir as pseudoterapias que dizem curar a homossexualidade. O Governo britânico apresentou esta terça-feira (03) um plano de ação para acabar com a discriminação da comunidade LGBT+.

O plano conta com 75 medidas e foi elaborado após a análise dos dados reunidos através de entrevistas feitas pela Internet com mais de 110.000 pessoas: 2% dos entrevistados confessaram ter sido submetidos às chamadas “terapias de conversão”; outros 5% afirmaram ter recebido ofertas para recebê-las, mas as recusaram.

O Reino Unido se junta ao Brasil, Equador e Malta, se tornando assim apenas o quarto Estado a proibir esse tipo de práticas, que nunca tiveram qualquer tipo de comprovação de sua eficácia na história da ciência.

No caso do Brasil, o tema ainda é polêmico e enfrenta uma oposição severa de parlamentares ligados a bancada evangélica e à alas mais conservadoras do Congresso.

Em setembro de 2017, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal de Brasília, chegou a conceder uma liminar provisória permitindo o uso das pseudoterapias por psicólogos que quisessem oferece-las.

“Essas atividades são um erro e não estamos dispostos a permitir que continuem”, disse de maneira enfática a primeira-ministra britânica, Theresa May, em um artigo publicado esta terça-feira, coincidindo com a semana de comemorações do Orgulho Gay.

(Fonte: El País)

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