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CUIDADOS

Saúde animal: 4 doenças comuns em pets e como evitá-las 

Buscar a orientação de um médico veterinário é fundamental para manter a saúde dos pets em dia

segunda-feira, 21/03/2022, 15:49 - Atualizado em 21/03/2022, 15:49 - Autor: Com informações da assessoria

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A alimentação tem relação direta com a saúde de cães e gatos
A alimentação tem relação direta com a saúde de cães e gatos | Reprodução/Freepik

Cães e gatos podem desenvolver diversas doenças ao longo da vida. Alergia alimentar, diabetes, doença renal crônica e insuficiência cardíaca são alguns dos problemas de saúde que podem afetar e comprometer a qualidade de vida dos pets. 

Assim como para os seres humanos, uma boa alimentação também é fundamental para manter a saúde de cães e gatos e prevenir essas e outras doenças em todas as fases da vida.

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“Um alimento de alta qualidade é o principal responsável por fornecer importantes ingredientes que servem de base para o bom desenvolvimento do sistema de defesa do organismo. Ou seja, um animal mal nutrido fica muito mais vulnerável a enfermidades”, afirma o médico-veterinário Flavio Silva.

Com a doença já existente, é importante que o pet seja corretamente diagnosticado, tratado com o acompanhamento do médico-veterinário e tenha sua alimentação adaptada de acordo com suas necessidades.

Doenças comuns em cães e gatos

O especialista explica algumas das doenças que afetam os pets e dá dicas de como prevenir e tratá-las. Confira: 

Alergia alimentar

A alergia alimentar é uma resposta imunológica à ingestão de um alimento, causando hipersensibilidade. Pode surgir em cães e gatos de todas as idades e raças. 

Os sinais clínicos mais comuns são: coceira intensa, vermelhidão na pele e disfunções gastrointestinais, como vômitos e diarreia. 

Não existe prevenção para a alergia alimentar. Por isso, é recomendado o acompanhamento médico contínuo para garantir o bem-estar do animal e a identificação rápida de qualquer alteração no organismo. 

Com o acompanhamento veterinário, é fundamental substituir a dieta por um alimento hipoalergênico, com menor potencial de causar alergia e que reduza a possibilidade de ocorrência dos sintomas.

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Diabetes

O diabetes está associado ao impedimento da insulina se ligar à célula ou à deficiência na produção de insulina, hormônio responsável pela regulação da glicose, principal fonte de energia do organismo. 

Os sintomas mais frequentes em animais são: sede excessiva, maior produção de urina, aumento do apetite e perda de peso. 

Apesar do diabetes ser predominante genético, no caso dos gatos, a prevenção pode ser feita controlando a alimentação do pet para evitar a obesidade. 

O tratamento varia de acordo com o tipo de Diabetes e o quadro de cada animal, por isso é imprescindível o acompanhamento de um profissional. Além da medicação com insulina, os alimentos coadjuvantes irão fornecer os nutrientes e calorias necessárias ao pet, além de minimizar as oscilações do açúcar no sangue e ajudar no controle do peso.

Doença renal crônica

A doença renal crônica é caracterizada pela perda da função dos rins e compromete a função de filtrar o sangue. É classificada em aguda ou crônica e pode surgir em cães e gatos, na maioria das vezes já idosos. 

Os principais sintomas são: aumento da ingestão de água, aumento da frequência de micção e volume da urina, indisposição, falta de apetite, emagrecimento, vômitos e/ou diarreia com sangue e mau hálito. 

O diagnóstico precoce é a melhor forma de prevenir os problemas renais. Além disso, hábitos saudáveis e uma boa alimentação são essenciais para diminuir a probabilidade de ocorrência da doença. 

Pets com doença renal crônica moderada podem ser tratados em casa conforme orientação especializada, com medicamentos e dieta apropriada. A alimentação é um importante coadjuvante no tratamento e ajuda a diminuir a progressão da doença e proteger o tecido renal que ainda permanece saudável.

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Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)

A Insuficiência Cardíaca Congestiva, ou ICC, é a principal consequência das doenças cardíacas em cães, e ocorre quando o coração não está bombeando sangue suficiente para atender às necessidades do organismo. Como resultado, pode ocorrer acúmulo de líquido nos pulmões, abdômen e em outros tecidos do corpo. 

Tosse seca, dificuldade para respirar, cansaço, falta de apetite e perda de peso são os sintomas mais alarmantes e exigem avaliação do médico-veterinário. 

A avaliação periódica com um veterinário é a principal medida preventiva, principalmente para os pets em idade mais avançada. 

A nutrição clínica do cão cardiopata deve fornecer quantidades adequadas de proteínas para preservar a massa muscular, além de manter o sódio em níveis moderados para evitar que, em uma tentativa de compensar o problema cardíaco, o organismo comece a reter sódio e tentar aumentar a pressão sanguínea.

“Cada pet é único e tem necessidades específicas de acordo com sua faixa etária, porte, raça e estilo de vida. Por isso, é importante ter sempre o acompanhamento de um médico-veterinário e seguir as indicações medicamentosas e alimentares prescritas de acordo com o histórico de saúde do animal”, orienta Flavio.

A oferta abundante de água limpa e fresca, carinho, atenção e atividades também são imprescindíveis para a saúde e qualidade de vida dos pets.

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