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COP 26

Pará quer regenerar quase 6 milhões de hectares degradados

Plano foi apresentado pelo Governador Helder Barbalho, durante a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, neste sábado (6)

sábado, 06/11/2021, 21:08 - Atualizado em 06/11/2021, 21:08 - Autor: Com informações da Agência Pará


A visão sobre pessoas, conservação e produção foram estrategicamente debatidas durante a agenda do chefe do poder executivo estadual na COP 26
A visão sobre pessoas, conservação e produção foram estrategicamente debatidas durante a agenda do chefe do poder executivo estadual na COP 26 | Agência Pará

O governador Helder Barbalho participou do evento “Uma visão para as pessoas, conservação e produção na Amazônia”, no Pavilhão Nórdico da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, neste sábado (6). A ideia central da agenda foi discutir sobre três pilares estratégicos que permitem viabilizar modelos sustentáveis, equilibrados e perenes para a Região Amazônica, que são as pessoas, a conservação e a produção.

“A Amazônia brasileira detém próximo de 25 milhões de pessoas. Então, ao tempo em que estamos diante do maior bioma tropical do planeta, da maior bacia hidrográfica do mundo, temos milhões de pessoas que precisam nela conviver, e a nossa busca é harmonizar esta vivência. É preciso diálogo para conciliar as oportunidades e transformar a vocação de uma iniciativa meramente extrativa, que envolve o processo de destruição ambiental, para um conceito sustentável, de preservação”, ressaltou o governador Helder Barbalho, durante o seu discurso no evento.

Helder exibe políticas e ações climáticas do Pará na COP 26

O governador destacou ainda o trabalho feito desde o início da gestão para estimular e provocar a participação de organizações não governamentais e de instituições nacionais e internacionais em parcerias que possam fortalecer os projetos ambientais do Estado. Ações que buscam respeitar a população, o bioma e o protagonismo de preservação da floresta. O Fórum Mundial de Bioeconomia, em outubro passado, em Belém, foi um dos exemplos citados pelo chefe do executivo estadual.

“Foi a primeira vez que esse evento ocorreu fora da sede, na Finlândia. Isso demonstra que estamos no caminho certo, fortalecendo parcerias, porque queremos ser porta de entrada para esse novo conceito para o Brasil e particularmente para os Estados que compõem a Amazônia Legal. A bioeconomia é um dos pilares dessa estratégia”, explicou Helder Barbalho.

A agenda, promovida pela Secex/CAL e IPAM, ocorre em Glasgow, na Escócia, e contou com a participação do diretor de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do IPAM, Eugênio Pantoja; da diretora de Ciência, Ane Alencar; e da diretora adjunta de Políticas Públicas, Gabriela Savian.

Uma comitiva da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), composta pelo secretário Mauro O’de Almeida; pelo embaixador do governo, Everton Vieira Vargas; pelo secretário adjunto de Recursos Hídricos, Clima e Bioeconomia, Raul Protázio; e pela diretora de Mudanças Climáticas, Bioeconomia e Serviços Ambientais da pasta, Camille Bemerguy, participou da agenda.

Amazônia Agora

O Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), do Governo do Pará, que demonstra o compromisso do estado com a mudança da lógica da política da alta emissão de carbono, ganhou destaque durante o evento. Lançado em 2020, o PEAA traz uma visão estratégica de longo prazo para tornar o Pará “Carbono Neutro”, no setor de Uso da Terra e Florestas. A ideia é de que para cada uma tonelada de gás carbônico emitida por meio do desmatamento, outra tonelada de gás carbônico seja absorvida por meio da regeneração de florestas.

Em termo de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), o Amazônia Agora tem como meta a redução de, no mínimo, 37% de GEE provenientes da conversão de florestas e do uso da terra, até 2030 – em relação à média entre os anos de 2014 a 2018 – e, a partir de então, com apoios adicionais, ampliar esse patamar para 43% de redução até dezembro de 2035.

“O Pará tem um plano ousado de garantir que até 2030, 5,6 milhões de hectares de áreas degradadas sejam regenerados. A ideia é que este novo modelo invista em tecnologia, em ciência, em inovação e em assistência para que os produtores possam prosseguir garantindo as suas atividades produtivas, vivenciando a mudança da lógica da extensão das áreas a serem degradadas. Nós temos investido para isso em assistência técnica, regularização fundiária, garantindo que haja um modelo que efetivamente faça essa compatibilização”, pontua o governador.

O Pará foi o primeiro estado da Amazônia a aderir à campanha “Corrida para o Zero” (Race to Zero), da ONU, com o objetivo de neutralizar totalmente as emissões de Gases de Efeito Estufa até o ano de 2050.

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