Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) apontam que 37,6 milhões de pessoas estavam vivendo com HIV no mundo, ano passado, e 690 mil morreram em decorrência da doença. Os números mostram ainda que no ano passado 1,5 milhão de pessoas foram infectadas. Hoje 1º, se celebra o Dia Mundial de Combate à Aids e, em Belém, uma programação especial foi montada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e a Fundação ParáPaz.

Com o tema “IST Não! Atenção, Cuidado e Prevenção”, a ação oferece diversos serviços de saúde e de cidadania à população. O evento está ocorrendo no Teatro Estação Gasômetro e vai até às 13h. Consultas médicas; testes rápidos para detecção de HIV, sífilis e hepatites; aferição de pressão arterial, glicemia, saturação e temperatura; distribuição de insumos de prevenção, como preservativo masculino e feminino são alguns dos serviços que estão sendo realizados.
Também estão sendo emitidas as primeiras e segundas vias de registro de identidade, certidão de nascimento e Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); carteira de trabalho digital e orientações jurídicas.
Em meio à Covid-19, luta contra a Aids ainda continua
O objetivo da mobilização entre os dois órgãos está associado à meta da campanha deste ano, que é promover o acesso ao teste, ampliar o número de pessoas que conheçam seu status sorológico e vincular o portador do HIV à referência, além de ofertar o tratamento imediatamente após o diagnóstico.

O titular da Sespa, Rômulo Rodovalho, destacou que dezembro é um mês de mobilização e alerta para as IST. “Queremos chamar a atenção da população quanto à prevenção, pois, infelizmente, muitas pessoas continuam não utilizando o preservativo nas relações sexuais e isso é preocupante, já que temos várias campanhas de conscientização durante o ano e também preservativos e outros métodos de prevenção disponíveis no SUS”, disse.
O presidente da Fundação ParáPaz, Alberto Teixeira, considera fundamental que os jovens compareçam na ação, para que se envolvam na discussão a fim de adquirir e compartilhar informações sobre o tema. “A Aids é uma doença muito presente na sociedade e campanhas como essas são oportunas para ampliar informações a respeito da prevenção e gerar condições para que os jovens possam ter mais mecanismos de se prevenir”, atenta.
Identificado 2º paciente imune ao vírus do HIV
Nesse sentido, a coordenadora estadual de IST/Aids pela Sespa, Andréa Miranda, explica que o papel do Estado é fomentar políticas de IST/Aids para os Centros Regionais da Saúde da Sespa que dão suporte aos 144 municípios. “Nós apoiamos e orientamos como devem ser conduzidas as ações na área da promoção à saúde, prevenção, proteção, diagnóstico, assistência e tratamento para combater a doença no Pará, sobretudo no âmbito da promoção à saúde e da proteção dos direitos fundamentais da pessoa vivendo com HIV/Aids", comenta.
Suporte
A Sespa disponibiliza, em Belém, a Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (Uredipe), para pacientes de todo o Estado vivendo com HIV/Aids ou pessoas que sofreram uma possível exposição ao vírus e precisam confirmar se estão infectadas.
Outros canais de apoio são oferecidos pelas prefeituras, como os 84 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e 31 Serviços de Atenção Especializada (SAEs). Neles, a população em geral pode realizar o teste rápido diagnóstico para o HIV, gratuito e sigiloso, e receber as devidas orientações para prevenir a doença ou iniciar o mais precoce possível o tratamento naqueles que apresentaram testes reagentes pela rede especializada do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, os casos de HIV no Pará vêm diminuindo, por ano de diagnóstico: em 2019, foram notificados 2.412 casos, seguidos de 2.364 no ano passado e outros 1.326 registrados entre janeiro e junho deste ano.
Em relação aos casos de Aids, ou seja, quando o indivíduo portador do vírus HIV manifesta a doença, observa-se também uma redução do número de casos no Estado, também por ano de diagnóstico: em 2019 foram 822 casos; em 2020 foram 468 casos e, no primeiro semestre de 2021, 251 casos registrados.
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