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PRESERVAÇÃO

Helder defende fiscalização e investimentos na Amazônia

Durante reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal, governador do Pará pede que ações sejam feitas em conjunto entre estados e União

quinta-feira, 12/05/2022, 07:39 - Atualizado em 12/05/2022, 08:03 - Autor: (Luiza Mello/ Diário do Pará)

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Helder Barbalho afirma que é preciso ter anuência do governo brasileiro para financiar projetos
Helder Barbalho afirma que é preciso ter anuência do governo brasileiro para financiar projetos | JAILSON SAM/DIVULGAÇÃO

Após quase dois anos sem a presença de governadores e da sociedade civil, o Conselho Nacional da Amazônia Legal realizou ontem sua 8ª reunião. O evento aconteceu em Brasília, na sede do Ministério de Relações Exteriores (MRE), e contou com a participação dos gestores dos estados amazônicos. O governador Helder Barbalho (MDB) defendeu a necessidade de que as ações de fiscalização, preservação e atração de investimentos para salvar a região sejam feitas de forma conjunta entre a União e os estados.

Helder antecipou que o Itamaraty está revendo a posição anterior, que foi negativa, ao não permitir que os estados da Amazônia que aderiram a Coalizão Reduzindo Emissões pela Aceleração do Financiamento Florestal (Leaf Coalizion) pudessem receber créditos pela redução de emissões de gases de efeito estufa e assim conseguir o aporte de recursos para geração de empregos e desenvolvimento sustentável para os estados que estejam comprometidos com essa causa.

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Os estados brasileiros precisam ter a anuência do governo federal para concretizar as ações firmadas por meio da coalizão e validar as parcerias firmadas com organismos e financiadores internacionais. Esses compromissos foram assumidos pelos governadores brasileiros que participaram da conferência climática das Nações Unidas, a COP26, realizada em Glasgow, Escócia, no final de novembro do ano passado.

“Temos discutido com diversos países e com instituições privadas que desejam financiar projetos na Amazônia a partir daquilo que nós amazônidas concebemos para nossa região e que desejam pagar pela floresta em pé, seja por commodities, seja como crédito de carbono. Mas para isso precisamos ter a anuência por parte do governo brasileiro”, explicou. “Só estamos aguardando isso [a anuência] para que possamos firmar essas parcerias. Por meio da Coalizão Leaf poderemos, já em 2023, comparar os anos anteriores e começar a receber os créditos pela redução, revertidos em aporte de recursos”, completou o governador.

Helder ressaltou ainda que a adesão dos estados à Leaf Coalizion é uma oportunidade de reconhecimento. “Os estados que reduzirem essas emissões em favor da floresta serão remunerados, serão monetizados para que isto sirva de financiamento dos programas e projetos vinculados à redução de desmatamento e à nova concepção de modelo de desenvolvimento econômico”. Um dos programas a serem financiados é Plano Estadual Amazônia Agora , lançado durante a Conferência do Clima (COP 25), em dezembro de 2019, em Madri, na Espanha.

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