
A vasta biodiversidade salvaguardada pela Amazônia e a própria importância do bioma para a regulação do clima global aumenta a responsabilidade pela busca de uma relação mais equilibrada e sustentável com a natureza, onde seja possível garantir o desenvolvimento econômico das populações que nela vivem, mantendo a floresta em pé.
Diante do tamanho do desafio, a sustentabilidade assume um papel transversal e que precisa ser considerada nas diferentes esferas da vida. Atento às discussões que envolvem o tema, e em contagem regressiva para a realização da COP30 em Belém, o DIÁRIO dá início a mais uma edição da série Diário Documento Sustentabilidade.
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Em cinco fascículos digitais que serão veiculados na Edição Eletrônica e no Portal do Diário do Pará, esta edição da série irá abordar temas ligados à sustentabilidade em diferentes nichos que vão desde economia circular até energias renováveis, agricultura sustentável, preservação da biodiversidade, educação ambiental e, naturalmente, as discussões que deverão nortear os debates da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP30). “A sustentabilidade e a busca por novos modelos de interação com a floresta em pé têm sido pautas permanentes no DIÁRIO.
Com Belém recebendo a próxima conferência da ONU sobre mudanças climáticas, esses temas ganham ainda mais relevância e exigem atenção redobrada”, considera o diretor de redação do DIÁRIO, Clayton Matos. “Esta edição da Série Diário Documento Sustentabilidade foi concebida justamente para aproximar o leitor de debates fundamentais sobre o futuro da Amazônia e sobre alternativas de desenvolvimento que certamente estarão no centro das discussões da COP30”.
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A série tem início já no próximo dia 02 de setembro e se estende por todo o mês, com veiculação sempre às terças-feiras. As publicações incluirão entrevistas e consultas com especialistas, abordando os melhores caminhos para a promoção da sustentabilidade.
O editor do DIÁRIO e da série, Carlos Eduardo Vilaça, considera que sustentabilidade não é mais uma escolha, é um caminho urgente. “Nesta série especial, buscamos lançar luz sobre temas fundamentais para o presente e o futuro do planeta. Ao longo de setembro, o leitor será convidado a refletir sobre a economia circular, o uso consciente da energia, a preservação da biodiversidade, a importância da agricultura sustentável, de se praticar uma educação ambiental e um turismo sustentável, além do legado que a COP 30 deixará para Belém, para o Brasil e o mundo”, destaca.
“Cada edição traz conteúdos que mostram como é possível conciliar desenvolvimento com responsabilidade socioambiental. Nosso objetivo é provocar o pensamento crítico, inspirar práticas transformadoras e ampliar o debate sobre um novo modelo de sociedade, mais justo, resiliente e conectado com os limites do planeta. Esperamos que esta leitura seja um ponto de partida para ações concretas.”
CRONOGRAMA
02 DE SETEMBRO - ECONOMIA CIRCULAR E GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS.
Pensar em sustentabilidade envolve a busca por modelos econômicos que possibilitem a redução do impacto causado pela atividade. Neste sentido, a economia circular propõe a reutilização de recursos e redução de resíduos ao máximo, substituindo o modelo de consumo linear (produzir, usar e descartar) por ciclos contínuos de reaproveitamento. Na outra ponta, a gestão correta dos resíduos, com foco na reciclagem, completa o ciclo em torno de uma economia mais sustentável.
09 DE SETEMBRO - ENERGIAS RENOVÁVEIS E CIDADES SUSTENTÁVEIS.
O uso de fontes limpas, como solar, eólica, hídrica e biomassa, reduzem a dependência de combustíveis fósseis e suas emissões de gases de efeito estufa. Por isso, é estratégica para o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis.
16 DE SETEMBRO - AGRICULTURA SUSTENTÁVEL E PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE.
A conservação, o uso eficiente dos recursos naturais e o tratamento de recursos hídricos, essencial em um contexto de mudanças climáticas e de escassez em algumas regiões, pode andar alinhado à produção de alimentos. Modelos já utilizados, hoje, apontam para uma agricultura mais sustentável e que contribui com a preservação da biodiversidade.
23 DE SETEMBRO - EDUCAÇÃO AMBIENTAL E TURISMO SUSTENTÁVEL.
A educação ambiental visa conscientizar e educar comunidades sobre práticas sustentáveis, ajudando a construir uma cultura de respeito e responsabilidade pelo meio ambiente. E entre as estratégias possíveis para isso está o turismo sustentável.
30 DE SETEMBRO - O LEGADO DA COP30.
A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) será um marco histórico no debate global sobre mudanças climáticas e sustentabilidade, discutindo estratégias que conciliem crescimento econômico e preservação ambiental. Um legado de discussões em torno da agenda climática que ficará para além do período de realização do evento.
Primeiro fascículo irá discutir a economia circular
No próximo dia 02 de setembro os leitores já poderão conferir o primeiro dos cinco fascículos que compõem a série. Para iniciar o debate, o caderno convida a refletir sobre como a busca por práticas mais sustentáveis envolve a adoção de modelos econômicos que possibilitem a redução do impacto causado pela atividade. Neste sentido, a economia circular propõe a reutilização de recursos e redução de resíduos ao máximo, substituindo o modelo de consumo linear por ciclos contínuos de reaproveitamento. E na outra ponta, a gestão correta dos resíduos, com foco na reciclagem, completa o ciclo em torno de uma economia mais sustentável.
Entrevistada neste primeiro fascículo, a professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Meio Ambiente e Sustentabilidade (GEMAS/UFPA), Vanusa Carla Pereira Santos, destaca que a economia circular prevê um modelo de consumo mais alinhado aos princípios da sustentabilidade, na medida em que defende o consumo apenas daquilo que é necessário, eliminando o supérfluo, e também assumindo a responsabilidade de dar uma destinação ambientalmente correta para os resíduos produzidos. “Como a responsabilidade da destinação dos resíduos é compartilhada, os produtores, os consumidores e o Estado são responsáveis pelos resíduos que produzem. Logo, os produtores são responsáveis também pela destinação final dos seus produtos, como ocorre no caso da logística reversa de determinados setores da economia; o Estado é responsável pelas políticas públicas e o consumidor pela correta destinação dos resíduos que produz”.
A professora aponta que, no Brasil, as discussões sobre a economia circular avançaram com a Lei 12.305/2010, da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), onde ela aponta que foi defendida uma ação conjunta de gerenciamento dos resíduos nos níveis dos governos federal, estaduais e municipais, o setor privado e a sociedade civil. “Entre seus fundamentos foi estimulada a eficiência ecológica onde foi incentivada a redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos”, pontua. “Os objetivos da PNRS incentivam práticas de desenvolvimento sustentável, com responsabilidade compartilhada para todas as esferas governamentais, os produtores e os consumidores, levando a sociedade a se conscientizar que suas ações interferem diretamente na qualidade de vida de todos, apelando para o uso racional dos recursos naturais”.
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