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REDUÇÃO NOS CASOS

Belém amplia combate à dengue com 5 mil armadilhas de mosquito

Com inverno amazônico, Sesma intensifica ações contra o Aedes aegypti em 12 bairros e alcança mais de 590 mil pessoas na capital.

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Imagem ilustrativa da notícia Belém amplia combate à dengue com 5 mil armadilhas de mosquito camera Desde agosto do ano passado, 500 Agentes de Combate a Endemias da Sesma já instalaram mais de 5.200 Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) na capital. | Reprodução/Agência Belém

Com a chegada do inverno amazônico, período marcado por chuvas intensas e aumento de áreas alagadas, Belém entra em estado permanente de atenção contra a dengue. Em uma cidade onde quintais, calhas e recipientes expostos podem se transformar em criadouros, a prevenção deixou de ser apenas campanha educativa e passou a integrar uma estratégia técnica de grande alcance.

Nesse contexto, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém, intensificou a instalação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), popularmente chamadas de armadilhas de mosquito, em 12 bairros com maior incidência histórica da doença, como Guamá, São Brás, Canudos, Marco e Souza. Desde agosto do ano passado, 500 Agentes de Combate a Endemias já implantaram mais de 5.200 estações de um total de 8 mil previstas.

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REDUÇÃO NOS CASOS

O alcance é expressivo: aproximadamente 591.073 pessoas foram contempladas, o equivalente a 45,35% da população da capital, segundo dados do IBGE (Censo 2022). O impacto epidemiológico também aparece nas estatísticas: entre setembro e dezembro de 2025, houve redução de 61,5% nos casos de dengue em comparação com o mesmo período de 2024. Nas oito primeiras semanas deste ano, foram registrados 65 casos confirmados, contra 272 no mesmo intervalo anterior. Uma queda de cerca de 76%.

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De acordo com o coordenador do Programa de Controle da Dengue da Sesma, Tadeu Morais, a escolha das áreas segue critérios técnicos. "Consideramos fatores epidemiológicos e entomológicos. Selecionamos bairros com maior incidência de casos e presença do vetor, priorizando áreas sequenciais para ampliar o efeito da ação", explicou.

COMO FUNCIONAM AS EDLS

As Estações Disseminadoras de Larvicidas funcionam como armadilhas estratégicas contra o Aedes aegypti. Compostos por balde, suporte e sachê com larvicida, os recipientes atraem a fêmea do mosquito para a postura de ovos. Ao entrar em contato com o produto, ela se contamina e passa a disseminar o larvicida em outros criadouros ao buscar novos locais para desova.

Cada estação protege um raio de até 50 metros, ampliando a cobertura para imóveis vizinhos. A instalação é realizada exclusivamente pelos agentes de endemias e pode ocorrer em residências, comércios ou prédios públicos. A manutenção é mensal, com substituição do larvicida.

No bairro do Guamá, equipes técnicas realizaram manutenção das EDLs na Escola Estadual Santos Dumont e em imóveis da área. O professor Filipe Borges, morador da região, relatou que a iniciativa fortalece a proteção coletiva. “Quando todos contribuem, os benefícios chegam para todos. Tenho filhos menores e me preocupo. A prevenção fortalece a saúde pública como um todo”, afirmou.

VACINAÇÃO REFORÇA PROTEÇÃO

Além do controle vetorial, a imunização integra o conjunto de medidas preventivas. A vacina contra a dengue está disponível em diversos pontos estratégicos da capital, como o CSE Marco (UEPA), Hospital Naval, Hospital da Aeronáutica, Hospital do Exército, Uremia, além de instituições como a Universidade da Amazônia, o Centro Universitário Metropolitano da Amazônia e a Faculdade Integrada Brasil Amazônia, além das Unidades Municipais e Básicas de Saúde.

  • Veja onde se vacinar contra dengue em Belém
  • CSE Marco (UEPA)
  • Av. Rômulo Maiorana, nº 2558
  • Segunda a sexta-feira – manhã e tarde
  • UMS de Fátima (APS)
  • Rua Domingos Marreiros, nº 1816
  • Segunda a sexta-feira – 8h às 12h e 13h às 17h
  • Hospital Naval
  • Rua do Arsenal, nº 200
  • Terças e quintas-feiras – manhã
  • Hospital da Aeronáutica
  • Av. Almirante Barroso, nº 3492
  • Segunda a sexta-feira – 8h às 11h
  • Hospital do Exército
  • Tv. Marquês de Pombal, nº 850
  • Segunda, terça, quinta e sexta-feira – 8h às 12h
  • Quarta-feira – 8h às 17h
  • Unidade de Referência Materno Infantil e Adolescente (Uremia)
  • Av. Alcindo Cacela, nº 1421 – São Brás
  • Segunda a sexta-feira – 8h às 12h e 14h às 17h
  • Universidade da Amazônia (Unama)
  • Av. Alcindo Cacela, nº 287 – Umarizal
  • Segunda a sexta-feira – 9h às 12h e 14h às 17h
  • Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz)
  • Av. Visconde de Souza Franco, nº 72 – Reduto
  • Segunda a sexta-feira – 9h às 12h e 14h às 17h
  • Faculdade Integrada Brasil Amazônia (Fibra)
  • Av. Gentil Bittencourt, nº 1144 – Nazaré
  • Segunda a sexta-feira – 8h às 17h
  • Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Município de Belém (IASB)
  • Tv. Dr. Enéas Pinheiro – Marco
  • Segunda a sexta-feira – 8h às 14h
  • Além desses locais, a vacina está disponível nas Unidades Municipais de Saúde (UMSs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital e distritos, conforme horários de funcionamento de cada espaço.

CANAIS DE DENÚNCIA

A Sesma orienta que a população denuncie focos do mosquito ou registre suspeitas de casos por meio de e-mail, telefones institucionais ou presencialmente na sede da secretaria. Também é possível encaminhar manifestações por formulário digital.

Onde denunciar:

  • E-mail do Programa de Combate à Dengue:
  • combateadengue@sesma.pmb.pa.gov.br
  • Ouvidoria Municipal do SUS:
  • ouvidoriasusbel2009@gmail.com
  • ouvidoriasesma@cinbesa.com.br
  • Telefones:
  • (91) 3251-4207
  • (91) 98400-8247
  • O atendimento presencial também pode ser realizado na sede da Sesma, localizada na Av. Gov. José Malcher, nº 2821.

As denúncias também podem ser encaminhadas por meio do QR Code abaixo:

Belém amplia combate à dengue com 5 mil armadilhas de mosquito
📷 |Agência Belém
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