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Saiba o que está por trás da alta no preço do açaí em Belém!

Fruto típico da mesa paraense sofre com fatores já bem conhecidos e preço deve se manter alto até o fim do semestre

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Imagem ilustrativa da notícia Saiba o que está por trás da alta no preço do açaí em Belém! camera Litro do açaí médio atingiu R$ 40 em diversos pontos de Belém na primeira quinzena de março. | David Alves / Ag Pará

Em Belém, muitos moradores mantêm a tradição de acompanhar o almoço com açaí, seja com peixe, camarão, carne, frango ou outras opções típicas da culinária paraense. Contudo, esse costume, que transforma o fruto em presença obrigatória na mesa, agora tem pesado no bolso dos belenenses. Na primeira quinzena de março, o litro do açaí médio chegou a R$ 40 em diversos pontos de venda na cidade.

Esse aumento nos preços está diretamente ligado ao inverno amazônico, período de chuvas intensas que alaga as áreas de várzea onde o fruto é cultivado. Com isso, a produção local diminui, elevando o valor do paneiro, que já chegou a R$ 500 em alguns portos. A alta impacta desde pequenos batedores de açaí até grandes redes de restaurantes, lanchonetes e supermercados onde o produto é comercializado.

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Outro fator que também contribui para a manutenção dos preços elevados é a atuação de atravessadores nas feiras, que encarecem ainda mais o produto antes de chegar ao consumidor final. Essa combinação de clima adverso e intermediação dificulta que o açaí chegue com preço acessível aos consumidores.

Durante a entressafra no Pará, grande parte do açaí consumido em Belém vem de Macapá e da região do Marajó. O transporte longo, que pode levar mais de 24 horas, prejudica não só a conservação do fruto, mas também o sabor dele, o que afeta diretamente a qualidade do produto oferecido nas mesas da capital.

De acordo com a previsão do setor, a qualidade do açaí deve melhorar somente a partir de abril, quando parte da produção local retorna. Ainda assim, os especialistas alertam que o preço do litro tende a se manter alto devido à combinação de baixa oferta e alta demanda, refletindo na rotina de comerciantes e consumidores que dependem do fruto diariamente.

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Segundo comerciantes, o alívio no bolso dos belenenses só deve acontecer no final do semestre, quando a safra normal estiver restabelecida e a circulação do produto nas feiras e restaurantes se regularizar. Até lá, o açaí continua sendo um alimento caro de se manter nas mesas dos belenenses.

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