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INCLUSÃO E ARTE

Paraense autista se destaca como DJ e quebra barreiras

Conheça MartinBlue, o primeiro DJ autista do Pará, que transforma sua paixão pela música em inclusão e inspiração.

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Imagem ilustrativa da notícia Paraense autista se destaca como DJ e quebra barreiras camera Jovem DJ autista do Pará inspira inclusão e diversidade. | (Emerson Coe/ DOL)

O mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conhecido como Abril Azul, reforça a importância da inclusão, do respeito às diferenças e da valorização de histórias que mostram o potencial de pessoas autistas em diversas áreas. É nesse contexto que o talento do jovem DJ José Pedro, conhecido artisticamente como MartinBlue, ganha destaque, chamando atenção não apenas pela música, mas também pela mensagem que carrega.

Aos 17 anos, ele é reconhecido como o primeiro DJ autista do Pará e vem conquistando espaço na cena musical ao transformar sensibilidade em arte. Com dedicação e autenticidade, o jovem mostra que a música vai além do entretenimento, é também uma forma de expressão, identidade e conexão com o mundo.

A paixão pela música começou ainda na infância, mas ganhou força durante a pandemia, após assistir a uma live do DJ Alok. Foi ali que o interesse virou propósito e passou a ocupar um lugar central na vida do artista.

“Sempre gostei de música eletrônica. O Alok me inspira porque é um cara gentil e muito profissional. Ser DJ, pra mim, também é mostrar que eu posso ser único pelo meu trabalho e inspirar outras pessoas a seguirem esse caminho”, contou MartinBlue.

MartinBlue acompanhado dos pais, Nilde Azevedo e José Afonso
📷 MartinBlue acompanhado dos pais, Nilde Azevedo e José Afonso |(Emerson Coe/ DOL)

O jovem esteve, na manhã desta terça-feira (14), nos estúdios da RBATV acompanhado dos pais, Nilde Azevedo e José Afonso, que tiveram papel fundamental no incentivo ao talento do filho. A mãe relembra com detalhes o momento em que percebeu que o interesse pela música era, na verdade, um sonho que precisava ser apoiado.

“Ele começou ainda criança, mexendo no celular, descobrindo as músicas do jeito dele, tudo meio escondido, e a gente nem imaginava a dimensão daquilo. Mas foi na pandemia que tudo ficou muito claro. Teve a live do Alok na televisão, e ele organizou tudo sozinho, sabia o horário, ligou a TV, ficou encantado, correndo pela casa, feliz. Foi ali que ele disse: ‘mamãe, eu quero ser DJ’. E a gente entendeu que não era só uma fase, era o sonho dele. A partir disso, decidimos apoiar, buscar entender, incentivar, porque vimos o quanto aquilo fazia bem pra ele.”

Apesar dos desafios ao longo da vida, a família destaca que o preconceito nunca aconteceu de forma agressiva, mas esteve presente em olhares e julgamentos, principalmente durante a infância, situações que reforçam a importância de falar sobre inclusão.

E o que começou dentro de casa, de forma simples, hoje já ganha grandes palcos. Um dos momentos mais marcantes da trajetória foi a apresentação no festival Psica.

Fora dos palcos, MartinBlue mantém uma rotina ativa e segue em constante evolução, buscando novas referências e inspirações para aprimorar o próprio trabalho. “Gosto de fazer atividade física, ouvir música e procurar novas inspirações. O momento mais importante da minha carreira foi tocar no Psica, e eu quero crescer ainda mais”, disse.

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Para o futuro, o jovem já tem metas bem definidas: se tornar um grande DJ profissional e levar sua música para grandes festivais como o Lollapalooza, o Rock in Rio e o Tomorrowland.

“Sempre gostei de música eletrônica. O Alok me inspira porque é um cara gentil e muito profissional”, contou.
📷 “Sempre gostei de música eletrônica. O Alok me inspira porque é um cara gentil e muito profissional”, contou. |(Emerson Coe/ DOL)

A trajetória de MartinBlue mostra que, com apoio, oportunidade e inclusão, o talento pode ultrapassar qualquer barreira, e inspirar muitas outras histórias.

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