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PEDRAS PORTUGUESAS

Prefeitura apura dano causado por lanchonete à calçada histórica em Nazaré

A empresa retirou as pedras históricas e simplesmente as jogou no lixo

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Imagem ilustrativa da notícia Prefeitura apura dano causado por lanchonete à calçada histórica em Nazaré camera À esquerda, as pedras portuguesas formam a calçada e à direita, o logradouro destruído | Reprodução/Redes Sociais

A retirada de pedras portuguesas históricas da calçada da avenida Nazaré, em Belém, provocou reação da Prefeitura e de moradores nas redes sociais neste fim de semana. O caso envolve uma unidade de uma rede de fast food instalada no bairro de Nazaré, acusada de substituir parte do piso original por concreto.

O prefeito de Belém, Igor Normando, afirmou que determinou a adoção imediata de medidas por parte das equipes municipais após tomar conhecimento da situação.

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Em publicação nas redes sociais, o prefeito declarou que o estabelecimento causou danos ao patrimônio histórico da capital ao remover as pedras tradicionais da calçada da avenida. “Nossa cidade tem história. E ela vai ser respeitada e protegida”, escreveu.

Veja a postagem:

A repercussão também mobilizou pesquisadores e defensores da memória urbana de Belém. O historiador Michel Pinho usou as redes sociais para expor a obra, mostrando que apesar da origem histórica das pedras portuguesas presentes na avenida Nazaré, a lanchonete simplesmente as descartou em meio ao lixo.

Segundo ele, o revestimento integra um conjunto urbanístico tradicional de uma das avenidas mais simbólicas da capital paraense, conhecida por abrigar imóveis históricos e por concentrar manifestações culturais e religiosas, como o trajeto do Círio de Nazaré e, por isso, é declarada patrimônio da cidade.

Além disso, o historiador informa em sua postagem que ele notificou o Departamento Histórico do Governo do Estado, que respondeu dizendo que notificou a empresa de fast food e, num prazo de sete dias, vai ter que resolver a situação.

Veja a postagem:

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Até o momento, a Prefeitura não informou quais sanções poderão ser aplicadas ao estabelecimento. O caso deve ser analisado pelos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico e pela fiscalização urbana de Belém.

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