Considerado pela Prefeitura de Belém um sistema de mobilidade urbana emblemático, o BRT, no trecho da avenida Augusto Montenegro até Icoaraci, segue incompleto. O novo prazo dado pela atual gestão é fevereiro deste ano, mas as obras estão paradas, causando transtornos ao povo. Sem faixas de pedestres na entrada do bairro do Tenoné, as pessoas têm medo de atravessar a rua. “Os carros não param e a gente tem de fazer isso de qualquer maneira, correndo o risco até de sofrer algum acidente”, conta a estudante Adriely Oliveira, 16. O motorista Edmar Holanda, 50, também reclama. “Minha mãe tem 76 anos e não sai de casa sem mim. Sempre que ela precisa ir até o centro, deixo de trabalhar para acompanhá-la”.Outro ponto criticado é a falta de saneamento ao longo da via, que também está esburacada. “Passar por aqui todos os dias, com a pista assim e por essa obra que não acaba, quebra mesmo o veículo”, reclama o motorista de ônibus, Josué Silva, 32, que já ficou com o carro no prego. Por outro lado, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) informa que as obras estão em andamento. Por conta dos trabalhos na pista, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) informa que não é possível sinalizar uma faixa de travessia, e que os pedestres devem procurar os pontos de travessia seguros próximos e sinalizados pela obra. R$ 200 miO valor total da obra é R$ 263.685.972,19, com recursos da Prefeitura e do Governo Federal. A empresa vencedora da licitação para a construção foi o consórcio formado pelas empresas EIT e Paulitec, que garante a conclusão desta etapa que vai do Entroncamento até Icoaraci para até o início de 2018. 

(Wal Sarges/Diário do Pará)

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