Uma reconstituição simulada de uma tentativa de resgate no Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III (CRPP III), no Complexo de Santa Izabel, Região Metropolitana de Belém, está sendo realizada nesta quarta-feira (20). O caso aconteceu em abril deste ano e resultou em 21 mortes. Durante a ação, agentes penitenciários foram feitos reféns e houve intensa troca de tiros.

De acordo com informações do Coronel André Cunha, Secretário Adjunto Operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), a reconstituição pode durar até quatro dias. “A reconstituição simulada está prevista no código penal e pode ser utilizada toda vez que necessitar para ter uma compreensão melhor. Nesse caso existem dois inquéritos em andamento, sendo uma da Polícia Civil e outro da Polícia Militar. Nesse caso a reconstituição foi solicitada pela PM, mas pode ser aproveitada pela Polícia Civil, e tem um prazo de 4 dias, podendo haver postergação dependendo da dinâmica”, explica. 

Mais de 200 pessoas estão envolvidas, entre servidores da PM, PC, Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), Grupamento aéreo de Segurança Pública, Renato Chaves, Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, equipes da área de saúde, além de figurantes.  “Temos ainda uma aeronave que está dando apoio ao trabalho, com plano aéreo de imagens e vídeo da reprodução simulada.

Os técnicos do CPC Renato Chaves farão um relatório, que será entregue para os responsáveis do inquérito. Depois será encaminhado para a Justiça”, detalha o Coronel André. 

A imprensa não teve acesso a reconstituição. 

O CASO

Um grupo invadiu a área do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III (CRPP III), no Complexo de Santa Izabel, Região Metropolitana de Belém, no dia 10 de abril deste ano, e usou forte armamento para tentar resgatar os presos. A ação já contabilizou 21 mortos, incluindo um agente prisional.

Além dos explosivos usados contra um dos muros do solário do Pavilhão C, a quadrilha estava ainda com sete armas, sendo dois fuzis, três pistolas e dois revólveres e cartuchos com munições. 

Os detentos também estavam armados, porém a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) não divulgou quantas armas foram apreendidas na casa penal. 

O vídeo divulgado pelo DOL, no dia da ação, mostrou vários corpos espalhados na área de mata do presídio. 

(DOL)

MAIS ACESSADAS