Com os constantes aumentos no preço final do gás de cozinha comercializado no Pará, a saída para que a aquisição do produto não pese tanto no orçamento é tentar economizar na utilização durante os afazeres domésticos (veja box). Uma dica, por exemplo, é cozinhar em dias alternados uma maior quantidade de alimentos e armazenar na geladeira.Se no primeiro semestre do ano o produto de 13 quilos custava, em média, R$ 65, o acréscimo de 41% na base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), praticado no último dia 16, encareceu o produto que, agora, está custando, em média, R$ 75. Contudo, para quem empreende no ramo da alimentação fazer essas economias no dia a dia se torna ainda mais difícil. É o caso da proprietária de um ponto de venda de comidas típicas, situado na avenida Nazaré, em Belém, Ivanete Pantoja, 45. Ela lembra que comprava o produto por R$ 63 até junho passado. Agora, o valor saltou para R$ 75. Trabalhando de domingo a domingo, em virtude da necessidade de fazer as comidas diariamente – tacacá, maniçoba, vatapá e etc –, a autônoma usa bastante gás.  Além disso, as chamas do fogão permanecem acesas para aquecer as comidas que precisam ser servidas quentes. “Antigamente a gente conseguia gastar menos e ter um lucro maior. Hoje estamos gastando mais e o lucro está menor. A gente tenta não repassar para o cliente”, diz. Esse efeito dominó, em virtude do aumento no gás de cozinha, tem prejudicado até mesmo as vendas, conforme explicou Ivanete, que é presidente da Associação das Tacacazeiras de Belém. “Além de ter aumentado, o movimento caiu. Os clientes também têm seus gastos mais elevados em casa e acabam consumindo menos na rua”, avalia. De acordo com o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), Roberto Sena, esse comportamento é reflexo do impacto que o reajuste do gás de cozinha provoca no orçamento doméstico.ECONOMIA“Qualquer aumento em produtos, seja gás, gasolina, no caso do Pará, acaba afetando toda a economia ou grande parte da economia. No caso do gás de cozinha, causa impacto no orçamento doméstico”, explica ele, acrescentando que o gás é utilizado em maior escala pelo consumo das famílias no trabalho doméstico diário. “Mas, por outro lado, quem trabalha com restaurante, tem padaria e alimentação em geral, de alguma maneira terá um grande impacto também”, reforça.
dicas de economia 1 Atenção com as chamas: Se elas surgirem amareladas ou alaranjadas, é sinal que os bocais não estão funcionando devidamente - o que implica no maior gasto de gás. O ideal é que as chamas sejam azuis.2 Use a tampa da panela: O preparo de pratos como macarrão, por exemplo, permite que o cozimento seja feito com o fogo desligado ao usar a tampa. Para isso, basta deixar a água ferver, adicionar a massa, desligar o fogo e tampar.3 Forno fechado e cheio: Abrir e fechar a porta do forno muitas vezes leva ao desperdício de gás. Tente observar os alimentos utilizando a luz interna e, sempre que possível, asse mais de um alimento ao mesmo tempo.4 Janelas fechadas na cozinha: Correntes de ar diminuem a potência das chamas e, assim, aumentam o tempo necessário de cozimento. Por isso, na hora de cozinhar, feche portas e janelas.5 Use a panela de pressão: Se a receita permitir, não se acanhe e faça uso da panela de pressão. Ela acelera o cozimento.6 Corte em pedaços menores: Alimentos cortados em partes pequenas cozinham mais rápido, fazendo com que o gás seja menos utilizado.  (FONTE: APLICATIVO CHAMA) Sobre o Chama: Disponível no Google Play e na App Store, o Chama é um marketplace que conecta revendedores de botijões de gás a clientes. Lançada em dezembro de 2016, reúne mais de 2.000 revendedores regulamentados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O serviço está presente em São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

(Pryscilla Soares)

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