De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que reúne dados sobre diversos crimes praticados no país, mais de 87 mil casos de estupro contra pessoas vulneráveis foram cometidos no Brasil em 2024. O levantamento aponta para a necessidade de se combater esse tipo de delito em todos os âmbitos.
Na última sexta-feira (20), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Pessoa com Deficiência, cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido contra um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra uma mulher com deficiência mental.
O caso foi denunciado na Delegacia por uma tia da vítima, após ela dar à luz um bebê. O nascimento da criança surpreendeu os familiares, que não tinham conhecimento da gravidez. A família passou a questionar a vítima sobre a paternidade da criança, sendo apontado como suspeito um vizinho, que reside às proximidades há muitos anos.
Vítima era abusada há anos
“No curso da investigação, a vítima relatou que o suspeito manteve conjunção carnal com ela desde os 11 anos de idade, situação que se estendeu por toda a adolescência e início da vida adulta”, informou o delegado Janilson Gomes, titular da DPPcD.
Quer mais notícias sobre Polícia? Acesse nosso canal no WhatsApp
Paternidade comprovada
Testemunhas foram ouvidas, e confirmaram que ambos mantinham relação de proximidade. Durante os trâmites do processo, o investigado realizou coleta de material genético para exame de comparação de DNA, que confirmou a paternidade da criança.
O caso revela dinâmica típica de grooming, que, no âmbito do combate à violência sexual contra criança e adolescente, nomeia a prática na qual o predador “prepara” a vítima para a vida sexual, fazendo-o de forma precoce e criminosa, a fim de naturalizar o abuso.
O mandado de prisão foi cumprido, e o homem foi conduzido à unidade policial para as providências legais cabíveis. Ele permanece à disposição da Justiça.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar