Nem sempre aquilo que move a rotina de uma cidade, como luzes acesas, equipamentos funcionando e comércio em atividade, segue o caminho regular previsto pelas normas. Em meio à fiscalização do uso de energia elétrica, operações policiais têm revelado que parte desse consumo pode esconder irregularidades capazes de causar prejuízos ao sistema e à coletividade.
Foi nesse contexto que a Polícia Civil realizou, na última quarta-feira (11), duas operações em Belém que resultaram na autuação em flagrante de dois responsáveis por estabelecimentos comerciais suspeitos de praticar furto de energia elétrica. As ações foram conduzidas por equipes da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) e ocorreram nos bairros da Marambaia e no centro da capital paraense.
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A primeira ocorrência foi registrada no início da tarde, em um restaurante localizado na Marambaia. Após denúncia anônima, agentes foram até o local e constataram, durante inspeção técnica, que havia um desvio estimado em cerca de 3 mil kWh por mês. A proprietária foi informada da irregularidade e conduzida à delegacia após acompanhar o procedimento.
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A perícia identificou fraude no medidor de energia do estabelecimento. Segundo os técnicos, o volume de eletricidade desviada seria suficiente para abastecer aproximadamente 20 residências de porte médio durante um mês. A fiscalização contou com o apoio de equipes da concessionária de energia, do Instituto de Perícias Científicas Renato Chaves e da própria DIOE.
SISTEMA DE MEDIÇÃO ADULTERADO
Já no final da tarde, uma segunda operação ocorreu em um frigorífico localizado na região central de Belém. Durante a verificação, os agentes encontraram indícios de manipulação no sistema de medição, caracterizando também o furto de energia elétrica.
Conforme estimativa das equipes técnicas, o montante de energia irregularmente consumido no local poderia abastecer cerca de 226 residências por um mês. O responsável pelo estabelecimento foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.
No Brasil, o furto de energia, popularmente conhecido como "gato", é considerado crime. A legislação prevê punições mais severas desde a sanção da Lei nº 15.181, em julho de 2025, que ampliou as penalidades para esse tipo de prática.
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