Há histórias que começam como promessas de recomeço, impulsionadas pela esperança de uma oportunidade profissional, mas que acabam mergulhando famílias em um cenário de incerteza e angústia. Foi assim que uma viagem em busca de trabalho transformou-se em um enigma ainda sem respostas, ligando o interior paulista à capital paraense.
O piloto de avião João Vitor de Lima Franco, de 25 anos, está desaparecido desde o dia 14 de março, após viajar de Araraquara, em São Paulo, para Belém, no Pará, com o objetivo de participar de uma entrevista de emprego. Desde então, a família não conseguiu mais contato com o jovem.
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VIAGEM EM BUSCA DE OPORTUNIDADE
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela mãe, Alessandra de Lima, João Vitor deixou a residência no dia 10 de março com destino ao Aeroporto de Ribeirão Preto. De lá, embarcou em um voo rumo à capital paraense, onde pretendia avançar em sua carreira profissional.
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Já em Belém, o piloto ficou hospedado em um hotel situado na Avenida Doutor Enéas Pinheiro entre os dias 11 e 12 de março. Durante esse período e nos dias seguintes, ele manteve contato com familiares normalmente.
ÚLTIMO CONTATO E SILÊNCIO
A comunicação com a família seguiu até o dia 14 de março, quando, de forma repentina, João Vitor deixou de responder mensagens e ligações. Desde então, não houve mais qualquer sinal do paradeiro do jovem.
A mãe relata ter buscado informações por diferentes meios, inclusive tentando contato com empresas que teriam intermediado a ida do piloto à capital paraense, mas não obteve retorno.
APELO NAS REDES SOCIAIS
Entre as características que podem ajudar na identificação, João Vitor possui tatuagens marcantes: o rosto de Nossa Senhora no braço direito e um desenho de coração. A família pede que qualquer informação seja repassada pelo telefone (16) 99731-2091.
Em meio à incerteza, Alessandra mantém a esperança. "No meu coração eu sinto, e mãe sente, que meu filho está vivo, mas eu não sei o que está acontecendo. A gente fica muito angustiado", desabafou, em postagem nas redes sociais. Segundo ela, o filho nunca costumava ficar mais de dois dias sem dar notícias, o que torna a situação ainda mais preocupante.
A mãe também classificou como "desesperador" o desconhecimento sobre o paradeiro do jovem e fez um apelo para que as autoridades intensifiquem as buscas.
INVESTIGAÇÕES E AUSÊNCIA DE REGISTROS NO PARÁ
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso foi registrado como desaparecimento na Delegacia de Plantão de Araraquara e posteriormente encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), responsável pelas apurações.
Procurada pela reportagem do DOL, a Polícia Civil do Pará informou que, até o momento, não há qualquer registro do caso no estado. Em nota, a corporação detalhou que foram realizadas checagens junto à Delegacia de Pessoas Desaparecidas, às delegacias de Belém e da região metropolitana, sem sucesso na localização de ocorrências relacionadas.
Ainda segundo a polícia paraense, também houve consulta à Polícia Interestadual do Pará e à Seccional de Santarém, no interior do estado, mas igualmente não foi identificado nenhum registro sobre o desaparecimento do piloto.
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