Sob a rotina silenciosa de uma manhã que parecia comum no interior da Serra catarinense, o som de disparos interrompeu qualquer sensação de normalidade na localidade de Demoras, em Alfredo Wagner. Foi ali, a cerca de 2 km do parque de exposições do município, que a jovem Karen Gabrielle Magalhães Pena, de 25 anos, foi morta a tiros no último sábado (18), em um caso que agora é investigado como feminicídio.
O caso é investigado como feminicídio e mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica. A vítima, natural de Belém, no Pará, vivia em Alfredo Wagner.
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DISPAROS EM ÁREA DE PASTAGEM
De acordo com relatos iniciais colhidos pela polícia, duas motocicletas teriam chegado ao local pouco antes do crime, uma conduzida por um homem e outra por uma mulher. Pouco depois, moradores ouviram cerca de quatro disparos de arma de fogo.
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Uma das motocicletas deixou a área logo em seguida. A Polícia Militar foi acionada por volta das 10h42, após o chamado ter sido feito por meio de aplicativo de mensagens. Quando as equipes chegaram, a vítima já estava morta. A perícia foi realizada pela Polícia Científica.
DINÂMICA AINDA SOB INVESTIGAÇÃO

A ausência de sinal de telefonia na região dificultou a comunicação imediata e pode ter impactado o tempo de resposta das autoridades. A Polícia Civil e a Polícia Científica trabalham agora para identificar os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.
Durante o atendimento da ocorrência, um homem que se apresentou como marido da vítima entrou em contato com os policiais. Ele afirmou não ter qualquer participação no assassinato e relatou que o casal havia saído junto pela manhã para fazer compras, mas que a mulher teria retornado sozinha de motocicleta.
CASO É TRATADO COMO FEMINICÍDIO
A investigação trata o caso como feminicídio, enquanto equipes seguem em busca de informações que levem aos autores dos disparos. A área onde o crime ocorreu, cercada por pastagens e com acesso restrito, é vista como um fator que pode ter favorecido a ação dos suspeitos.
DESPEDIDA MARCADA POR COMOÇÃO
O corpo de Karen foi velado e sepultado no domingo (19), no Cemitério Municipal de Alfredo Wagner. Nas redes sociais, amigos e conhecidos manifestaram choque e tristeza com a morte precoce.
Mensagens de despedida destacaram a convivência e o impacto da perda. "Sem acreditar ainda", escreveu uma amiga. Outra lamentou: "Vou sentir demais sua falta".
INVESTIGAÇÃO EM ANDAMENTO
O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que trabalha para identificar os autores e compreender as circunstâncias que levaram ao crime. Enquanto isso, a comunidade local ainda tenta assimilar mais um episódio de violência que interrompeu uma vida jovem em uma região marcada pela tranquilidade do interior.
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