Entre ruas movimentadas, jornadas exaustivas de trabalho e sonhos interrompidos cedo demais, o caso do motociclista por aplicativo e barbeiro Matheus Ferreira da Rocha, de 22 anos, passou a mobilizar familiares, amigos e moradores da Grande Belém. Em meio à dor causada pela morte do jovem, a investigação ganha novos desdobramentos com o surgimento de denúncias sobre ameaças e cobrança de dívida.
Enquanto amigos e parentes ainda tentam compreender a brutalidade do crime, os investigadores passam a concentrar atenções sobre Waldemir da Fonseca Trindade, conhecido como "Castanho", apontado como principal suspeito de envolvimento no caso. A defesa da família cobra agora a prisão preventiva do homem, que também teria feito ameaças contra parentes da vítima antes do desaparecimento do jovem.
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DÍVIDA E AMEAÇAS ANTES DO DESAPARECIMENTO
Segundo o advogado da família, Dorivaldo Belém, Matheus desapareceu no dia 22 de abril, após enfrentar problemas relacionados à apreensão da motocicleta que utilizava para trabalhar. Para recuperar o veículo, o jovem teria recorrido a um empréstimo com um agiota.
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De acordo com o relato do advogado, mesmo após efetuar pagamentos, Matheus continuava sendo cobrado por "Castanho", que supostamente atuaria em nome do credor. Entre os bens entregues para quitar a dívida estaria uma televisão que seria utilizada na futura barbearia que o rapaz sonhava montar.
CORPO ENCONTRADO EM ÁREA DE MATA
O corpo de Matheus Ferreira da Rocha foi localizado no último dia 3, enterrado em uma área de mata na Estrada do Ariri, no bairro do 40 Horas, em Ananindeua. A vítima apresentava perfurações provocadas por arma de fogo.
O caso gerou forte comoção entre motociclistas por aplicativo e moradores da Grande Belém. Durante o cortejo de despedida, colegas de profissão realizaram homenagens ao jovem, lembrado como trabalhador e dedicado ao sonho de abrir a própria barbearia.
DEFESA QUER PRISÃO PREVENTIVA
A defesa da família afirma que já solicitou às autoridades que representem pela prisão preventiva de Waldemir da Fonseca Trindade. Segundo Dorivaldo Belém, além das cobranças, "Castanho" teria ameaçado a mãe de Matheus e outro integrante da família, afirmando que o jovem poderia ser sequestrado caso a dívida não fosse quitada.
Para o advogado, o interrogatório do suspeito pode ajudar a esclarecer quem seria o verdadeiro responsável pelas cobranças e qual a possível motivação do crime.
SUSPEITO FOI BAELADO E ESTÁ INTERNADO
Outro ponto que chama atenção na investigação é o fato de "Castanho" ter sido baleado recentemente. Conforme informações apresentadas pelo advogado, ele estaria internado no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua.
Ainda segundo Dorivaldo, o ataque teria relação com uma suposta "disciplina" aplicada por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, que teriam descoberto que o caso ocorreu em uma área sob influência do grupo criminoso. No entando, até o momento, o estado de saúde de Waldemir não foi divulgado oficialmente.
POSIÇÃO DA POLÍCIA CIVIL
A Redação do DOL entrou em contato com a Polícia Civil solicitando esclarecimentos sobre as declarações feitas pelo advogado da família de Matheus Ferreira da Rocha. Entre os questionamentos enviados estão a confirmação de eventual investigação contra Waldemir da Fonseca Trindade, conhecido como "Castanho", a possibilidade de pedido de prisão preventiva, além da apuração de denúncias envolvendo ameaças, cobrança de dívida e suposta atuação de facção criminosa no caso.
Em resposta, a Polícia Civil informou "que as investigações sobre o caso seguem em andamento pela Delegacia de Homicídios Metropolitana".
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