A Polícia Civil do Pará deflagrou uma nova fase da Operação Hemostasia contra integrantes de uma organização criminosa com atuação no estado. A ofensiva resultou na prisão de quatro investigados, enquanto outro alvo morreu após uma intervenção policial durante o cumprimento das medidas judiciais.
As ações foram realizadas em Augusto Corrêa, Belém, Castanhal, Ipixuna do Pará e Marudá, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar. A operação teve como foco pessoas apontadas nas investigações como integrantes de uma facção e que teriam funções consideradas estratégicas dentro da organização.
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A ocorrência mais grave aconteceu durante o cumprimento de um dos mandados contra o suspeito identificado como, Marcio Victor Medeiros dos Santos, conhecido como “V2”. Ele teria reagido à ação policial e atentado contra os agentes, que revidaram e atingiram o suspeito, que apesar de ser encaminhado para atendimento, não resistiu.
De acordo com a investigação, Marcio Victor seria integrante de uma estrutura da facção conhecida como “Conselho Rotativo 91” e também estaria ligado à chamada “Torre” e à idealização de missões nos municípios de Marudá e Marapanim.
Além dele, outros cinco investigados eram alvo das medidas judiciais, que foram identificados como, João Cezar Souza do Nascimento, o “Perigo”, apontado como responsável pela idealização de missões em Castanhal; Antonio Lucas Santos Graça, o “LC”, relacionado à atuação da organização no bairro da Pratinha, em Belém; e João Vitor Sá Pequeno, o “AR10”, investigado por atuação em Inhangapi.
Também aparecem entre os alvos Emanoel Duarte da Silva, conhecido como “João”, apontado como integrante da estrutura criminosa em Ananindeua, e Adison Renan Nascimento Santos, o “Adicinho”, investigado por atuação em Augusto Corrêa.
Ao final da operação, quatro dos investigados foram presos e encaminhados para os procedimentos legais. A Polícia Civil não detalhou, no material divulgado, em quais municípios cada prisão ocorreu.
A Operação Hemostasia é conduzida pela Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou pessoas que teriam participação relevante na estrutura de uma organização criminosa e estariam envolvidas no planejamento e na coordenação de ações em diferentes cidades paraenses.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Combate ao Crime Organizado, após manifestação favorável do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Pará.
A ação contou com equipes da DRFC, do Grupo de Trabalho de Facções, do Núcleo de Recuperação de Ativos, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), além do Núcleo de Apoio à Investigação de Castanhal e da Delegacia de Polícia Civil de Marapanim.
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A ofensiva integra o cronograma da RENORCRIM, iniciativa nacional que reúne unidades especializadas das Polícias Civis no enfrentamento às organizações criminosas. A rede é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência, com ações articuladas entre os estados.
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