Após a intensa divulgação do desaparecimento e assassinato bárbaro da adolescente Thais Santos Feitosa, de 12 anos, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) enviou a Parauapebas, no início da tarde da última terça-feira (14), uma equipe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, composta por dez investigadores e coordenada pelo delegado geral adjunto Rilmar Firmino de Souza. Ontem, ele informou que há indícios de que a criança tenha sido executada com um tiro na nuca.
O delegado ressaltou que a polícia ainda não tem informações se a cabeça e os braços da menor foram realmente cortados, ou se animais dilaceraram o corpo. “Somente com a chegada do laudo pericial, que está previsto para daqui a 10 dias, iremos ter certeza de como aconteceu o crime. Por enquanto, temos apenas essa informação, de que a menor pode ter sido executada com um tiro na nuca”, relatou Rilmar Souza.
Uma equipe da Unidade Regional do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, de Marabá, composta por dois peritos e dois auxiliares técnicos, foi quem realizou a perícia no local do crime, onde havia sido encontrado um corpo feminino, com características infantis, em estado de decomposição. A vítima foi decapitada e teve os dois pés e parte do braço direito amputados. O corpo havia sido reconhecido também pelo tio Antônio Santos Leite. Um crânio também foi encontrado, a cerca de 20 metros do local onde estava o corpo. Os resultados dos laudos de necropsia e de local do crime devem ser concluídos em 10 dias úteis, prorrogáveis por mais 10.
Autoridades negam desaparecimentos
Ontem, pela manhã, autoridades locais acionaram a imprensa de Parauapebas para comunicar durante coletiva que não há motivo para pânico. Foi desmentida a informação de que 12 pessoas estivessem desaparecidas na cidade.
Participaram do encontro o juiz Líbio de Araújo Moura, da 3ª Vara Cível de Parauapebas; a promotora Bruna Soares, representando o Ministério Público; os delegados Rilmar Firmino, Vicente Gomes e Antônio Gomes de Miranda Neto; o coronel da PM Roberto Coaracy e o major Benedito Sabbá; além do conselheiro tutelar Ivanildo Braga.
O delegado Antônio Gomes de Miranda Neto fez uma ressalva em relação a uma informação de que já existiam 12 pessoas desaparecidas em Parauapebas. “Realmente em 2012 já foram registradas 12 ocorrências comunicando desaparecimento de adolescentes e jovens. Destas ocorrências registradas, apenas duas têm embasamento, que foi o caso da pequena Thais e o da Josiane, que ainda está desaparecida. Ressaltamos à população que a polícia está empenhada nos dois casos e atrás de resultados”, observou.
O coronel Roberto Coaracy também falou à imprensa em relação à presença de policiais nas ruas. “A quantidade de 200 policiais militares nas ruas está longe de ser o ideal, mas dentro da nossa realidade tentamos evitar o máximo de criminalidade. Sabemos que o caso Thais chocou a população, mas o que eu quero esclarecer em nome da Polícia Militar é que estamos trabalhando junto às outras autoridades para resolvermos este caso”.
Pai pede ajuda para encontrar assassino
O pai de Thais clama por justiça e pede ajuda da população para encontrar assassino. Em entrevista exclusiva ao grupo RBA/Marabá, Manoel Alves Feitosa contou qual é o estado da família depois da tragédia. Segundo ele, todos os familiares estão em choque, especialmente a mãe da adolescente, que recebe acompanhamento médico constante desde quando o corpo foi encontrado.
Manoel lembrou emocionado da última vez que viu a filha, contando que ela beijou a mão dele quando se despediu para ir à escola, momento em que foi raptada. Ela não chegou à escola e foi a partir dessa falta que os pais começaram a procura dramática, que culminou no achado do corpo na última terça-feira (14).
O pai da garota elenca as qualidades da filha, destacando que ela era muito querida por todos na igreja e também na escola, pois era muito meiga e calma. Essas características da garota e o fato da família não ter inimigos faz com que não haja suspeitos no caso. “Acredito que se trata de uma quadrilha especializada em tráfico de órgãos ou uma seita de magia negra”, opina Manoel, completando que não foram encontrados a mochila, uma sombrinha e os óculos que a vítima usava.
RECOMPENSA
O Disque-Denúncia oferece uma recompensa de R$ 3 mil para quem tiver informações que ajudem a polícia a localizar o assassino da pequena Thais. As recompensas são ofertadas por informações que levem à prisão e solução de determinados casos. Em Parauapebas é a primeira vez que isso acontece. Qualquer informação sobre este homicídio que chocou a população do município deve ser repassada ao Disque-Denúncia, que garante o sigilo na ligação e imediato encaminhamento à polícia local. Ligue (3346-2250), o serviço funciona, diariamente, das 7h à 00h. (Diário do Pará)
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