As convenções partidárias das eleições de 2026 entram na reta final e já definiram boa parte dos nomes que estarão na disputa pela Presidência da República. Até domingo, 2 de agosto, 11 candidatos foram oficializados por seus respectivos partidos, enquanto outras legendas ainda têm até o dia 5 de agosto para realizar seus encontros e confirmar candidaturas.
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Após essa etapa, os partidos deverão registrar oficialmente os candidatos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Somente depois da aprovação dos registros terá início a campanha eleitoral, quando os concorrentes poderão pedir votos e apresentar suas propostas de forma oficial.
Quem já está confirmado na disputa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará a reeleição após ser confirmado durante a convenção nacional do partido. Aos 80 anos, o petista busca mais um mandato depois de retornar ao Palácio do Planalto nas eleições de 2022.
Pelo Partido Liberal (PL), o senador Flávio Bolsonaro foi escolhido para representar a legenda. Advogado, empresário e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele disputará pela primeira vez a Presidência da República.
O PSD oficializou a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que terá o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente.
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Já o partido Novo confirmou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como candidato ao Palácio do Planalto. Até o momento, a legenda ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice na chapa.
Outra candidatura confirmada é a de Renan Santos, presidente do partido Missão e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL). Empresário, escritor e músico, ele disputará sua primeira eleição.
Também já tiveram suas candidaturas oficializadas:
- Edmilson Costa (PCB);
- Samara Martins (UP);
- Rui Costa Pimenta (PCO);
- Hertz Dias (PSTU);
- Leonardo Avalanche (PRTB);
- Wilson Grassi Júnior (Democrata).
O papel das convenções partidárias
As convenções partidárias são reuniões internas em que os partidos escolhem oficialmente os candidatos que disputarão as eleições. Além da definição das chapas para a Presidência, também são homologados os nomes que concorrerão aos governos estaduais, ao Senado, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas.
É durante essas reuniões que as legendas também definem alianças, chapas e estratégias para a campanha eleitoral. Sem a aprovação em convenção, o candidato não pode solicitar o registro junto ao TSE.
Prazo para as convenções
De acordo com o calendário eleitoral, as convenções podem ser realizadas entre os dias 20 de julho e 5 de agosto de 2026.
Encerrado esse período, os partidos terão até 15 de agosto para protocolar os pedidos de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral analisar a documentação antes de homologar os nomes aptos a disputar a eleição.
Quando começa a campanha
A campanha eleitoral terá início oficialmente em 16 de agosto de 2026. A partir dessa data, candidatos e partidos estarão autorizados a realizar propaganda eleitoral, promover eventos públicos, distribuir materiais de campanha e pedir votos, sempre respeitando as regras da legislação eleitoral.
Datas da votação
O calendário das eleições presidenciais prevê duas datas para a votação:
- Primeiro turno: 4 de outubro de 2026;
- Segundo turno: 25 de outubro de 2026, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos.
Como funciona a eleição presidencial
A escolha do presidente da República ocorre pelo sistema majoritário. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa conquistar mais da metade dos votos válidos, desconsiderando votos brancos e nulos.
Caso nenhum concorrente alcance esse percentual, os dois candidatos mais votados avançam para o segundo turno. Nessa etapa, será eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.
Com o encerramento das convenções previsto para os próximos dias, o processo eleitoral entra em uma nova fase. A partir de agosto, as candidaturas passarão pelo registro no TSE e, em seguida, terá início a campanha que levará os presidenciáveis a percorrer o país em busca do apoio dos eleitores até a votação de outubro.
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