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Câncer de mama cresce entre jovens e acende alerta no Brasil

Bruna Furlan, influenciadora e neta do humorista Carlos Alberto de Nóbrega, de 24 anos, revelou diagnóstico de câncer de mama metastático.

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Imagem ilustrativa da notícia Câncer de mama cresce entre jovens e acende alerta no Brasil camera O câncer de mama é o tipo de tumor que mais mata mulheres no Brasil. Entenda a importância do diagnóstico precoce e como ele pode salvar vidas. | Reprodução

Aos 24 anos, a influenciadora digital Bruna Furlan usou as redes sociais para dar uma notícia que surpreendeu seguidores e reacendeu um alerta importante sobre a saúde das mulheres jovens. No dia 7 de janeiro, Bruna — que soma mais de 300 mil seguidores no Instagram (@itsbrunafurlan) e é neta do humorista Carlos Alberto de Nóbrega — revelou que foi diagnosticada, em dezembro, com câncer de mama e que dará início ao tratamento. No vídeo, ela também informou que a doença já é metastática, ou seja, não está mais restrita à mama e se espalhou para outras partes do corpo.

O caso de Bruna chama atenção para uma realidade ainda considerada rara, mas cada vez mais presente no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 74 mil novos casos de câncer de mama são registrados anualmente no país. Desse total, aproximadamente 5% ocorrem em mulheres com menos de 30 anos, o que representa cerca de 3.700 pacientes por ano. “Com um percentual próximo dos 5%, podemos dizer que o câncer de mama em mulheres com menos de 30 anos é raro, mas já está claro que o número de casos em mulheres jovens está crescendo no Brasil, e isso é preocupante”, alerta a mastologista Camila Loureiro, do Centro de Tratamento Oncológico (CTO).

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Levantamentos mais recentes reforçam essa tendência. Segundo o painel interativo Panorama do Câncer de Mama, que reúne dados do Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 30% dos diagnósticos no Brasil ocorrem em mulheres entre 30 e 49 anos. No A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, a frequência de câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos era de 10% no ano 2000. Em 2019, esse percentual chegou a 16%. “Ainda não há pesquisas que expliquem com clareza as razões, mas não há dúvidas de que a incidência vem aumentando entre mulheres jovens no Brasil. Acreditamos que o estilo de vida moderno tem relação direta com esse crescimento”, explica Camila.

Entre os fatores de risco apontados pela especialista estão obesidade, sedentarismo e consumo de álcool, condições que hoje afetam um número maior de mulheres do que décadas atrás. Além disso, mudanças no perfil reprodutivo feminino também influenciam: mulheres têm filhos mais tarde, em menor número e amamentam por menos tempo. “Por questões hormonais, gravidez e amamentação são fatores de proteção contra o câncer de mama”, esclarece a mastologista.

O câncer de mama em mulheres jovens costuma exigir atenção redobrada. Segundo Camila Loureiro, a doença tende a ser mais agressiva nessa faixa etária e a evoluir mais rapidamente. “O percentual de diagnósticos tardios em mulheres jovens é maior do que em outras idades. A principal diferença é que, a partir dos 40 anos, as mulheres têm indicação de rastreamento, com consultas regulares e mamografia anual, mesmo sem sintomas. O rastreamento bem feito é sinônimo de diagnóstico precoce e garante chances de cura que ultrapassam 90%”, afirma.

Como não costuma apresentar sintomas no início, o câncer de mama acaba sendo identificado em estágios mais avançados entre mulheres jovens, como ocorreu com Bruna Furlan. Por isso, a recomendação é atenção aos fatores de risco e à própria saúde. “Toda mulher deve manter consultas ginecológicas regulares, conhecer o próprio corpo, observar sinais ou alterações e se informar sobre casos de câncer na família”, orienta Camila. Entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama têm origem hereditária, o que pode justificar a realização de testes genéticos em pacientes jovens e em familiares. “A descoberta de uma mutação genética pode possibilitar medidas preventivas, como ocorreu com a atriz Angelina Jolie”, lembra a médica.

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Apesar do impacto do diagnóstico, Camila Loureiro reforça que o câncer de mama metastático não deve ser encarado como uma sentença de morte. “A oncologia avançou muito no tratamento dessas pacientes. Mulheres jovens recebem suporte psicológico, orientações sobre fertilidade e acesso às terapias mais modernas disponíveis”, destaca.

A experiência de quem já enfrentou a doença reforça a importância da informação. A advogada Martha Cecim, hoje com 36 anos, foi diagnosticada com câncer de mama aos 29. Ela conta que, inicialmente, dois mastologistas consideraram o nódulo benigno. Mesmo sem urgência médica, decidiu realizar a cirurgia e a biópsia confirmou o câncer. “Acredito que, naquela época, o número menor de casos em mulheres jovens influenciou a conduta dos médicos. Hoje, tenho certeza de que o melhor caminho é investigar e seguir as recomendações de especialistas atualizados”, afirma.

Após passar por quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e cirurgias, Martha está curada e usa sua história para conscientizar outras mulheres. “Meu tratamento durou cerca de dois anos, e depois fiquei mais cinco anos tomando medicamentos hormonais. Hoje, faço questão de falar com mulheres jovens, porque sei o quanto a informação faz diferença”, diz. Para ela, conhecer os fatores de risco, o histórico familiar e discutir temas como fertilidade após o diagnóstico são passos fundamentais.

Casos como os de Bruna Furlan e Martha Cecim reforçam um alerta que vai além da estatística: o câncer de mama também afeta mulheres jovens, e a informação continua sendo uma das principais aliadas no diagnóstico precoce e no cuidado com a vida.

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