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Médica diz que novo vírus Nipah é altamente letal; entenda

Alta letalidade, baixa transmissão e a importância da vigilância epidemiológica para evitar surtos e desinformação.

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Imagem ilustrativa da notícia Médica diz que novo vírus Nipah é altamente letal; entenda camera Entenda o vírus Nipah: alta letalidade, baixa transmissão e a importância da vigilância epidemiológica para evitar surtos e desinformação. | Foto: Andrea Rego Barros/Prefeitura de Recife

Diante do surgimento recorrente de novos vírus ao redor do mundo, autoridades de saúde reforçam a importância da vigilância epidemiológica e da informação correta para evitar pânico e desinformação. O vírus Nipah, embora pouco conhecido do grande público, acende alertas por apresentar uma taxa de letalidade extremamente elevada. Especialistas destacam, no entanto, que apesar da gravidade dos casos, a capacidade de transmissão do patógeno é limitada, o que reduz o risco de uma disseminação global nos moldes da pandemia de covid-19.

O vírus Nipah preocupa pela alta letalidade, que pode variar entre 45% e 70%, mas apresenta um potencial de transmissão significativamente menor do que o coronavírus. A avaliação é da infectologista Luana Araújo, em entrevista ao UOL News, do Canal UOL. Segundo a médica, o Nipah costuma provocar surtos localizados, principalmente no sudeste asiático, e depende de contato próximo para se espalhar, diferentemente da covid-19, que se transmite pelo ar.

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De acordo com Luana Araújo, apesar de causar medo e apreensão, o Nipah não se comporta como um vírus de ampla disseminação. Ela relembra que, mesmo no pico da letalidade da covid-19 no Brasil, a taxa de mortalidade girava em torno de 6%, número muito inferior ao observado nos casos de Nipah. Ainda assim, a médica explica que a combinação entre alta mortalidade e dificuldade de transmissão impede que o vírus se espalhe para outras regiões com facilidade.

A infectologista destaca que a transmissão de pessoa para pessoa é limitada e pouco sustentada ao longo do tempo. Por esse motivo, os surtos registrados costumam ser isolados e rapidamente controlados. Segundo ela, praticamente todos os anos há registros de casos, mas que seguem um padrão: surgem de forma localizada e desaparecem em pouco tempo, sem se espalhar amplamente.

O risco de contaminação é maior entre profissionais de saúde, cuidadores e familiares de pacientes infectados, já que a transmissão ocorre por meio do contato direto com fluidos corporais e secreções. Diferentemente do coronavírus, que se espalha por aerossóis e pode permanecer suspenso no ar em ambientes fechados, o Nipah exige proximidade física, o que torna a infecção menos frequente na população em geral.

Luana Araújo ressalta ainda que não existe vacina nem tratamento específico contra o vírus Nipah, o que torna a vigilância, o diagnóstico precoce e o isolamento dos casos medidas essenciais para conter surtos. Segundo ela, quando essas barreiras são implementadas de forma eficaz, o vírus tende a permanecer restrito às regiões onde surge.

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Por fim, a infectologista alerta para a gravidade das manifestações clínicas da doença. O Nipah pode provocar encefalite severa, uma inflamação grave do sistema nervoso central, que evolui de forma rápida e devastadora. Mesmo entre os sobreviventes, há risco de sequelas neurológicas importantes e até de recorrência do quadro ao longo do tempo.

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