O acidente vascular encefálico (AVE) pode acontecer - e matar - silenciosamente e sem avisos claros. No entanto, é possível reduzir esse risco com mudanças simples no cotidiano.
O AVE ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro, cerebelo ou tronco encefálico é alterado. Isso pode acontecer por dois motivos distintos: a obstrução de uma artéria, chamado AVE isquêmico, sendo este o mais comum, que representa cerca de 85% dos casos, ou a ruptura de um vaso, chamado AVE hemorrágico.
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Em entrevista ao HuffPost, os médicos Arthur Wang e Anthony Kim listaram os principais hábitos de risco. Além disso, alertaram que muitos fatores passam despercebidos por anos.
Vida sedentária prejudica as artérias
A falta de exercício físico compromete diretamente a saúde dos vasos sanguíneos. Segundo o médico Arthur Wang, a atividade física regular impede o acúmulo de placas nas artérias e mantém o fluxo sanguíneo em ordem.
Por isso, ele recomenda ao menos 30 minutos de exercício moderado por dia, cinco vezes por semana.
Pressão alta é o maior fator de risco
O médico Anthony Kim destaca a pressão arterial como o principal vilão. Ele a chama de assassina silenciosa, pois a maioria dos pacientes não percebe que sofre com ela.
Portanto, controlar a pressão é a medida mais eficaz para reduzir o risco de AVE.
Consultas médicas não podem ser ignoradas
Arthur Wang reforça que pressão alta e colesterol elevado raramente apresentam sintomas visíveis. Assim, o paciente só descobre o problema por meio de exames regulares.
Logo, abandonar as consultas de rotina aumenta diretamente a vulnerabilidade ao AVE.
Cigarro estreita os vasos e bloqueia o fluxo
O tabagismo provoca o estreitamento progressivo dos vasos sanguíneos. Esse processo, com o tempo, pode bloquear o fluxo de sangue para o cérebro. Anthony Kim afirma que esse bloqueio é exatamente o que desencadeia um AVE.
Álcool em excesso também representa perigo
O consumo excessivo de bebida alcoólica eleva significativamente o risco cardiovascular. Os especialistas estabelecem limites claros para identificar o excesso:
- Para mulheres: mais de oito doses por semana;
- Para homens: mais de 15 doses por semana.
Alimentação inadequada favorece o AVE
Uma dieta pobre em nutrientes contribui para o entupimento das artérias. Os médicos recomendam priorizar frutas e verduras no cardápio diário. Além disso, orientam reduzir o consumo de carne, reservando-a para ocasiões esporádicas.
AVC ou AVE?
Por anos, esta desordem de saúde ficou conhecida como Acidente Vascular Cerebral (AVC), porém os avanços na medicina e tecnologia diagnóstica resultaram em uma alteração da nomenclatura.
Por não se restringir a casos de alteração vascular no cérebro e também poderem acontecer em outras estruturas do encéfalo, como cerebelo e tronco encefálico, o termo correto para a doença passou a abranger toda a região.
Desta forma, atualmente, o correto clinicamente é chamá-lo de Acidente Vascular Encefálico (AVE).
Sinais discretos que passam despercebidos
Além dos sintomas clássicos, como fraqueza em um lado do corpo e fala arrastada, existem sinais mais sutis. A rede de saúde Baylor Scott & White Health aponta três alertas que costumam ser ignorados:
- Perda repentina de equilíbrio, com tontura, vertigem, náusea ou vômito;
- Redução ou perda súbita de visão em um ou nos dois olhos;
- Dor de cabeça intensa e inesperada, sem causa aparente.
Agir rápido salva vidas
Os tratamentos para AVC são muito mais eficazes quando iniciados logo após os primeiros sinais. Por isso, qualquer sintoma suspeito exige atenção imediata e busca por atendimento médico sem demora.
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Contudo, o ideal é não esperar a crise surgir: a prevenção continua sendo a estratégia mais eficiente.
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