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Entenda doença que levou à morte do jovem fisiculturista Gabriel Ganley

Especialistas apontam que a cardiomiopatia hipertrófica afeta cerca de uma em cada 500 pessoas no mundo.

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Imagem ilustrativa da notícia Entenda doença que levou à morte do jovem fisiculturista Gabriel Ganley camera A doença recebe atenção especial na medicina esportiva por estar frequentemente associada a casos de morte súbita em atletas jovens | Reprodução/Instagram @ganleygabriel

A morte do fisiculturista e influenciador fitness Gabriel Ganley, aos 22 anos, chamou atenção para uma condição cardíaca considerada uma das principais causas de morte súbita em jovens e atletas: a cardiomiopatia hipertrófica. A causa foi confirmada na última segunda-feira (25), conforme informações divulgadas no atestado de óbito.

A doença, de origem genética na maior parte dos casos, provoca o espessamento anormal do músculo do coração, dificultando o funcionamento adequado do órgão e aumentando o risco de arritmias graves e parada cardíaca.

Especialistas apontam que a cardiomiopatia hipertrófica afeta cerca de uma em cada 500 pessoas no mundo. Aproximadamente 70% dos diagnósticos estão relacionados a fatores hereditários, enquanto outros casos podem surgir a partir de mutações genéticas espontâneas.

Doença pode não apresentar sintomas

Um dos principais desafios da cardiomiopatia hipertrófica é o diagnóstico silencioso. Estima-se que a maioria dos pacientes não apresente sintomas perceptíveis, o que faz com que muitos descubram a condição apenas após exames de rotina ou episódios graves.

Quando os sinais aparecem, os sintomas mais comuns incluem:

  • Falta de ar;
  • Dor no peito;
  • Palpitações;
  • Desmaios repentinos;
  • Sensação de cansaço excessivo.

Os desmaios, especialmente durante atividades físicas intensas, são considerados sinais de alerta e podem indicar alterações importantes no ritmo cardíaco.

Condição exige atenção em atletas

A doença recebe atenção especial na medicina esportiva por estar frequentemente associada a casos de morte súbita em atletas jovens. O esforço físico intenso pode aumentar o risco de arritmias em pacientes que desconhecem o diagnóstico.

O espessamento do músculo cardíaco pode dificultar a passagem do sangue e comprometer o relaxamento do coração entre os batimentos. Em situações mais graves, a alteração pode evoluir para insuficiência cardíaca e parada cardíaca súbita.

Como é feito o diagnóstico

O principal exame utilizado para identificar a cardiomiopatia hipertrófica é o ecocardiograma, procedimento que permite visualizar o aumento da espessura das paredes do coração.

Em alguns casos, médicos também recomendam exames genéticos para investigar a presença da condição em familiares próximos, principalmente quando há histórico de mortes súbitas ou doenças cardíacas na família.

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Tratamento pode reduzir riscos

Apesar de não ter cura definitiva, a doença pode ser controlada com acompanhamento médico. O tratamento varia conforme a gravidade do quadro e pode incluir medicamentos para controlar os sintomas e reduzir o esforço do coração.

Em pacientes com maior risco de arritmias graves, especialistas podem indicar a implantação de um cardiodesfibrilador, aparelho responsável por monitorar e corrigir alterações perigosas nos batimentos cardíacos.

Mudanças no estilo de vida e acompanhamento cardiológico regular também fazem parte das recomendações para diminuir o risco de complicações

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