A morte do fisiculturista e influenciador fitness Gabriel Ganley, aos 22 anos, chamou atenção para uma condição cardíaca considerada uma das principais causas de morte súbita em jovens e atletas: a cardiomiopatia hipertrófica. A causa foi confirmada na última segunda-feira (25), conforme informações divulgadas no atestado de óbito.
A doença, de origem genética na maior parte dos casos, provoca o espessamento anormal do músculo do coração, dificultando o funcionamento adequado do órgão e aumentando o risco de arritmias graves e parada cardíaca.
Especialistas apontam que a cardiomiopatia hipertrófica afeta cerca de uma em cada 500 pessoas no mundo. Aproximadamente 70% dos diagnósticos estão relacionados a fatores hereditários, enquanto outros casos podem surgir a partir de mutações genéticas espontâneas.
Doença pode não apresentar sintomas
Um dos principais desafios da cardiomiopatia hipertrófica é o diagnóstico silencioso. Estima-se que a maioria dos pacientes não apresente sintomas perceptíveis, o que faz com que muitos descubram a condição apenas após exames de rotina ou episódios graves.
Quando os sinais aparecem, os sintomas mais comuns incluem:
- Falta de ar;
- Dor no peito;
- Palpitações;
- Desmaios repentinos;
- Sensação de cansaço excessivo.
Os desmaios, especialmente durante atividades físicas intensas, são considerados sinais de alerta e podem indicar alterações importantes no ritmo cardíaco.
Condição exige atenção em atletas
A doença recebe atenção especial na medicina esportiva por estar frequentemente associada a casos de morte súbita em atletas jovens. O esforço físico intenso pode aumentar o risco de arritmias em pacientes que desconhecem o diagnóstico.
O espessamento do músculo cardíaco pode dificultar a passagem do sangue e comprometer o relaxamento do coração entre os batimentos. Em situações mais graves, a alteração pode evoluir para insuficiência cardíaca e parada cardíaca súbita.
Como é feito o diagnóstico
O principal exame utilizado para identificar a cardiomiopatia hipertrófica é o ecocardiograma, procedimento que permite visualizar o aumento da espessura das paredes do coração.
Em alguns casos, médicos também recomendam exames genéticos para investigar a presença da condição em familiares próximos, principalmente quando há histórico de mortes súbitas ou doenças cardíacas na família.
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Tratamento pode reduzir riscos
Apesar de não ter cura definitiva, a doença pode ser controlada com acompanhamento médico. O tratamento varia conforme a gravidade do quadro e pode incluir medicamentos para controlar os sintomas e reduzir o esforço do coração.
Em pacientes com maior risco de arritmias graves, especialistas podem indicar a implantação de um cardiodesfibrilador, aparelho responsável por monitorar e corrigir alterações perigosas nos batimentos cardíacos.
Mudanças no estilo de vida e acompanhamento cardiológico regular também fazem parte das recomendações para diminuir o risco de complicações
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