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Uso diário de analgésicos pode levar à dependência; entenda

Estudo com 4,3 milhões de pacientes aponta que quase 30% apresentam sinais de dependência relacionados a opioides

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Imagem ilustrativa da notícia Uso diário de analgésicos pode levar à dependência; entenda camera Espescialistas alertam para os riscos da automedicação e defendem tratamentos multidisciplinares. | Magnific

Muitas pessoas nem imaginam, mas o alívio rápido da dor pode esconder um problema ainda maior. De acordo com especialistas, o uso frequente de analgésicos, como paracetamol e dipirona, pode mascarar a origem do desconforto e atrasar o tratamento adequado, especialmente quando os remédios se tornam indispensáveis para manter a rotina e o paciente passa a desenvolver dependência desses medicamentos.

Segundo eles, a necessidade recorrente de medicação deve ser investigada para identificar a causa dos sintomas e tratar o problema desde a origem. Além disso, a preocupação é ainda maior em casos de automedicação com opioides, como a morfina, que podem provocar dependência e transtornos relacionados ao uso.

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De acordo com um estudo publicado na revista científica Addiction, que analisou 4,3 milhões de pessoas com dor crônica não relacionada ao câncer e tratadas com opioides, 9,3% das pessoas que desenvolveram dependência ou transtornos relacionados ao uso desses medicamentos. Dessas, quase 30% também apresentaram sinais e sintomas associados a essas condições.

Além diss, os especialistas tambpem ressaltam que o risco não depende apenas do tempo de uso. Fatores como o tipo de medicamento, a dose, a duração do tratamento, a predisposição genética, o cumprimento das orientações médicas e as características do quadro de dor também podem influenciar o desenvolvimento desses problemas.

Tratamento exige acompanhamento especializado

O uso por conta própria de analgésicos e anti-inflamatórios potentes é uma situação frequente nos consultórios. Contudo, segundo a comunidade médica, a interrupção também requer cuidados, sobretudo quando o paciente utiliza a medicação há muito tempo ou teme que a dor se intensifique sem ela.

Nesses casos, a orientação médica pode incluir um plano de desmame, com redução gradual do medicamento conforme a substância, a dose e o período de uso. Além dissoo, a estratégia deve ser acompanhada de outras medidas para controlar os sintomas durante a retirada.

Outra possibilidade para determinados tratamentos é o usos da cannabis medicinal, que contém substâncias como canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC). Contudo, o o uso da subtância deve ser avaliado individualmente, levando em conta os benefícios esperados, os riscos e os possíveis efeitos adversos.

Ainda segundo os especialistas, o tratamento da dor crônica não segue uma fórmula única e pode envolver médicos, fisioterapeutas, psicólogos e profissionais de educação física.

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Além disso, dependendo da causa e das necessidades do paciente, a abordagem pode incluir cirurgia, exercícios para fortalecimento muscular, ajustes no sono e cuidados com a saúde mental, tudo isso levando em consideração que a convivência prolongada com a dor pode reduzir a motivação e dificultar a retomada das atividades diárias.

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