O alerta de um homem vestido de "Pateta", que estaria ameaçando e induzindo crianças e adolescentes ao suicídio nas redes sociais viralizou e causou pânico entre os pais. Mas, qual a verdade sobre a história assustadora? As informações são do portal E-farsas.

Polícia descobre paradeiro de 'Homem Pateta', que induz jovens ao suicídio

A Polícia Civil de Santa Catarina também chegou a alertar pais, professores e responsáveis por jovens e crianças, sobre perfis utilizando o nome "Jonathan Galindo”. A publicação foi feita em junho deste ano, no Facebook e no site oficial da corporação. Site de notícias e revistas brasileiras também repercutiram a história. 


Identificado como “Jonathan Galindo”, o suspeito faria do personagem "Pateta" para atrair atenção dos menores e enviaria até vídeos com técnicas de suicídio.

Entretanto, será que o “Homem-Pateta” realmente existe? Quem é o Jonathan Galindo? Crianças estão sendo induzidas ao suicídio por perfis atribuídos a essa pessoa? A história é verdadeira ou falsa?

O INÍCIO

No início de janeiro de 2017, diversos YouTubers (1,2,3) começaram a fazer vídeos sobre um estranho perfil que eles haviam se deparado nas redes sociais. Na época, foram inventadas várias teorias, inclusive de que poderia se tratar de uma pessoa desfigurada ou então de um psicopata que havia sequestrado uma menina.

O perfil foi criado em por volta de julho de 2016, mas só ganhou notoriedade no ano seguinte, por causa dos YouTubers. Inclusive, ele existe até hoje e possui mais de 140 mil seguidores no Facebook.

Perfil “Jonathan Galindo”

Independentemente de quem seja a pessoa que administra essa conta, que ainda não se sabe quem é, as fotos de perfil utilizadas por ele(a) pertencem a uma outra pessoa que, teoricamente, não tem nada a ver com esse perfil. Seu nome é James Fazzaro, cineasta e proprietário de uma empresa chamada “JMF Filmworks”.

Em dezembro de 2011, James Fazzaro, utilizando o apelido de DuskySam, publicou diversas fotos de um personagem que ele havia criado chamado “Tony the Toon“, que utilizava três próteses faciais criadas por uma empresa especializada na fabricação de próteses e máscaras chamada “Northfur FX“.

As fotos foram publicadas num site chamado “Fur Affinity” — uma galeria de arte virtual dedicada a obras de arte antropomórficas.

ELE EXISTE MESMO?

Segundo o E-farsas, não há, até o momento, nenhum caso oficialmente registrado ou relato factível de crianças que tenham sido vítimas do "Home Pateta". Ainda de acordo com o site, não há casos no Brasil e nem no mundo inteiro, assim como não há relato de que perfis de “Jonathan Galindo” estivessem estimulando crianças a cometer suicídio desde 2017.

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O E-farsas garante ainda, que o "Home Pateta" nunca existiu e que tudo não passou de histórias inventadas por YouTubers e influenciadores digitais ao longo do tempo. Mas, afinal, como surgiu?

Uma página no Facebook, em espanhol, chamada “Jonathan Galindo”, surgiu no dia 24 de maio deste ano, e acabou ressuscitando toda aquela história que circulou em 2017, que muita gente já tinha esquecido. 

Foi a partir daí que diversos YouTubers e TikTokers, muitos deles extremamente populares, começaram a publicar vídeos com histórias fantasiosas envolvendo sobre o tal Jonathan.

A situação ficou ainda pior quando um “influenciador” mexicano chamado “Carlos Name”, que possui cerca de 1,7 milhões de seguidores no Instagram (inclusive possui uma conta verificada) amplificou o problema.

Carlos Name é conhecido por inventar histórias de casos supostamente paranormais, que ele publica periodicamente através dos Stories. Sua mais recente farsa foi propagar uma série de vídeos relacionados ao tal “Homem-Pateta”.

A farsa ganhou adeptos no Brasil e, rapidamente, diversos YouTubers brasileiros resolveram explorar essa história. Basta uma rápida busca no YouTube e vocês irão se deparar com inúmeros vídeos sensacionalistas ou totalmente alarmistas sobre esse tema, principalmente nas últimas 48 horas.

E-Farsas: fake news

Segundo o E-farsas, tudo não passou de histórias inventadas por YouTubers e influenciadores digitais ao longo do tempo. Foto: Reprodução

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