Pesquisadores das universidades de Uppsala e de Estocolmo, ambas na Suécia, chegaram à conclusão que os ossos de um guerreiro viking encontrados no país pertenciam, na verdade, a uma mulher. A descoberta muda a forma como é visto o papel das mulheres nessa sociedade, já que até então não havia provas de que elas também participavam das batalhas.

Os fósseis do século 10 foram encontrados há mais de cem anos e tinham sido classificados como pertencentes a um homem por estarem acompanhados de objetos como um machado, espada, lança, flechas de armadura, faca de batalha, um par de escudos, peças para um jogo de guerra e os ossos de uma égua e um garanhão.

Em estudo publicado no periódico American Journal of Physical Anthropology, no entanto, os pesquisadores afirmam que, a partir de uma nova análise de DNA foi possível descobrir que o corpo pertenceu à uma mulher de cerca de 30 anos de idade. "Fontes escritas mencionam ocasionalmente mulheres guerreiras, mas esta é a primeira vez que descobrimos evidências arqueológicas convincentes de sua existência", diz o pesquisador Neil Price, da Universidade de Uppsala, em comunicado.

Uma avaliação dos isótopos mostrou que a jovem era bem viajada, acrescentando mais evidências de que ele era uma líder respeitada pelo povo. "O conjunto de evidências indica que ela era uma oficial, alguém que trabalhou com táticas e estratégias e poderia liderar tropas na batalha", afirma Charlotte Hedenstierna-Jonson, da Universidade de Estocolmo.

Ainda não é possível saber se muitas outras mulheres participavam das lutas nas quais os vikings se envolveram, mas, para os pesquisadores, essa já é uma evidência de que o que leram sobre guerreiras não era mito.

Fonte: Revista Galileu

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