A morte do policial militar Ildemar Alves Dias Neto, no último dia 29 de junho, causada pela imprudência de um motorista que realizou conversão proibida, num trecho da avenida Hélio Gueiros, em Ananindeua, mostra que a falta de cuidados do trânsito podem ser fatais. E não é difícil flagrar cenas de irresponsabilidade de condutores pelas ruas da capital.

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Em uma tarde, o DIÁRIO flagrou várias cenas de imprudências no trânsito: conversões proibidas, uso de motocicleta sem capacete, excesso de velocidade, veículos invadindo espaços de ciclovia, entre outras. Para piorar, nenhuma fiscalização foi encontrada nas principais vias da capital.

No cruzamento das avenidas Centenário e Augusto Montenegro, por exemplo, placas avisam sobre a proibição de conversão de quem vem pela Centenário e deseja virar à esquerda sem precisar fazer o retorno, cerca de 500 metros distante dali. Sem qualquer cerimônia, vários carros e motos desrespeitam a regra e convergem. Um erro grave, que muitas vezes resulta em acidentes com vítimas fatais, como aconteceu com o policial atingido nesta semana.

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Ainda na Augusto Montenegro, via de intenso movimento que corta diversos bairros e conjuntos da capital, o tráfego de motocicletas é intenso, mas nem todos os condutores seguem a obrigação de usar o capacete. Alguns preferem levar o acessório no braço. A mesma cena se repetiu nas avenidas Júlio César, Arthur Bernardes e na maioria das ruas por onde nossa equipe andou.

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📷 |Antônio Melo/Diário do Pará

INFRAÇÕES MAIS COMUNS

De acordo com a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana da capital (Semob), no ano de 2019, as infrações mais praticadas pelos motoristas são: excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho, estacionamento proibido, transitar em faixa exclusiva de pedestres e conduzir motocicleta sem capacete de segurança. Na mesma ordem essas infrações também se repetiram no ano de 2018, enquanto as três primeiras da lista seguem desta forma desde o ano de 2016.

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