Diário Online
Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
26°
cotação atual R$
DESTRUIÇÃO

Como a maior bomba nuclear destruiria Belém? Confira!

Site permite ver o raio de destruição causado por várias bombas atômicas. Entre elas, a Tsar Bomba, considerada a mais poderosa já detonada no planeta, que completa 60 anos

sexta-feira, 29/10/2021, 20:01 - Atualizado em 29/10/2021, 20:01 - Autor: DOL


Site faz análise se bomba explodisse em determinado local, como Belém
Site faz análise se bomba explodisse em determinado local, como Belém | Arquivo Agência Belém / Reprodução Wikipedia

Dia 30 de outubro é o aniversário de 60 anos da detonação da Tsar Bomba – considerada a maior bomba atômica do mundo. O fato mudou os rumos da corrida armamentista global e as ondas de choque das explosão podem ser sentidas até hoje. O dispositivo, testado em 1961, tinha poder 3 mil vezes maior do que a lançada em Hiroshima.

A bomba possuía potência de 50 megatoneladas. Andrei Sakharov, que chegou a ganhar um prêmio Nobel da Paz, dirigiu a equipe de cientistas responsáveis pelo artefato. A bomba foi detonada com sucesso em Nova Zembla, arquipélago do Oceano Ártico russo. O raio de destruição chegou a 35 quilômetros.

O projeto foi lançado pela Ex-União Soviética, por Stalin, em 1945, com o objetivo de se comparar aos Estados Unidos, que lançou um dispositivo nuclear sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki em agosto daquele ano.

A Tsar era tão pesada e grande que nenhum avião da época foi capaz de leva-la. Ela pesava cerca de 27 toneladas, com 7 metros de comprimento e 2 metros de largura.

Incrivelmente, a onda de choque da bomba original quebrou janelas tão distantes quanto a Noruega e a Finlândia, a mais de 1.600 quilômetros do local da explosão.

A nuvem de cogumelo de aparência infernal do Czar Bomba atingiu 42 milhas no céu - sete vezes a altura do Monte Everest.

E SE CAÍSSE EM BELÉM?

O historiador nuclear Alex Wellerstein criou a Nuke Map – uma ferramenta que permite saber o raio dos danos causados por uma detonação atômica em várias cidades do globo. 

De acordo com o site, se a Tsar fosse detonada no centro de Belém, no Pará, o raio da bola de fogo chegaria a 4,62 km (ou 67,06 km²), atingindo todos os bairros centrais da capital, da Cidade Velha a Pedreira. Isso significa que cerca de 200 mil pessoas morreriam “vaporizadas” se tivessem em contato direto com a explosão. Alguns sobreviventes morreriam depois de câncer, como resultado da explosão. 

 

Raio da bola de fogo. Qualquer pessoa dentro do círculo poderia ser vaporizada se tivesse em contato direto com a explosão ou morrer de câncer, casa sobrevivesse
Raio da bola de fogo. Qualquer pessoa dentro do círculo poderia ser vaporizada se tivesse em contato direto com a explosão ou morrer de câncer, casa sobrevivesse | Nuke Map
 


O dano da “explosão pesada” percorria uma distância maior, de 8,91 km, ou 249.28 km². Toda Belém seria atingida e parte de Ananindeua, destruindo os edifícios e matando quase todos naquela área. Pessoas seriam também gravemente queimadas.

Lembrando que, só em Belém, moram cerca de 1,4 milhões de pessoas. Praticamente todos que estivessem na capital seriam atingidos diretamente pela explosão.

O Nuke Map também frisa que a radiação térmica seria sentida a um raio de 59 km de distância, ou 9,270.63 km². Esse dano atingiria toda Região Metropolitana e outros municípios paraenses, como Santo Antôno do Tauá, Colares, chegando até o Marajó. Pessoas dentro dessa área teriam queimaduras de terceiro grau que estenderiam-se por todas as camadas da pele. Geralmente, são indolores, porque destroem os nervos. Elas podem causar cicatrizes graves ou incapacidades e podem exigir amputação.

 

 

A radiação térmica viajaria cerca de 60 km e causaria queimaduras de terceiro grau em quem estivesse nessa área
A radiação térmica viajaria cerca de 60 km e causaria queimaduras de terceiro grau em quem estivesse nessa área | Nuke Map
 

 


Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)
MAISACESSADAS