A chegada do inverno amazônico, período marcado por chuvas mais frequentes e fortes na região norte do país, costuma trazer para dentro das casas um visitante conhecido de muitos brasileiros: os chamados "bichos de luz". Também nomeados de siriri ou aleluia, dependendo da região, esses insetos aparecem especialmente ao entardecer, voando ao redor de lâmpadas e outras fontes de iluminação.
Apesar de chamarem a atenção e causarem incômodo ao invadir residências, esses insetos não representam risco direto à saúde de pessoas ou animais domésticos. Ainda assim, especialistas alertam que a presença deles pode se tornar um problema quando encontram condições para formar colônias dentro das casas.
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O que são os bichos de luz?
Os chamados bichos de luz são, na verdade, cupins alados. Segundo biólogos, esses insetos fazem parte da fase reprodutiva da espécie e deixam as colônias em determinados períodos do ano em busca de parceiros para formar novos ninhos.
Depois do voo, eles perdem as asas e passam a procurar locais adequados para se instalar. Nesse momento é que podem surgir os problemas dentro das residências. De acordo os biólogos, os cupins se alimentam de celulose, substância presente em materiais como madeira e papel, e podem causar danos a móveis, armários e outras estruturas de madeira.
Após perderem as asas, esses insetos costumam procurar ambientes escuros e protegidos para se esconder. Locais com móveis de madeira e acúmulo de papéis acabam sendo mais propícios para a formação de colônias.
Por que eles aparecem com mais frequência?
A maior presença de siriris ou aleluias está relacionada ao ciclo de reprodução desses insetos. Em períodos mais quentes e úmidos, principalmente após chuvas, condições comuns durante o inverno amazônico, ocorre a chamada “revoada”, fase em que machos e fêmeas deixam a colônia em busca de parceiros. Durante esse processo, grandes quantidades de insetos podem ser vistas voando em grupo, especialmente ao redor de postes de iluminação.
Além disso, especialistas explicam que os cupins apresentam comportamento chamado de fototaxia positiva, ou seja, utilizam a luz natural para se orientar. Quando encontram fontes de iluminação artificial, como lâmpadas, acabam se confundindo e passam a voar em círculos ao redor delas, acreditando estar seguindo a luz do sol ou da lua.
Com o anoitecer e o acendimento das luzes nas residências, o contraste entre o ambiente iluminado dentro das casas e a escuridão do lado de fora acaba atraindo os insetos, que entram principalmente por janelas abertas.
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Como evitar o incômodo?
Para reduzir a entrada desses insetos nas residências e evitar possíveis infestações de cupins, especialistas recomendam algumas medidas simples. Entre elas estão a instalação de telas de proteção em janelas e portas e a redução da iluminação interna durante os períodos de maior presença dos insetos.
Além disso, também é indicado manter móveis afastados das paredes e evitar o acúmulo de papéis e materiais que possam servir de alimento para os cupins dentro das residências.
Apesar do incômodo causado pelas revoadas, biólogos destacam que esses insetos desempenham um papel importante para o equilíbrio ambiental. Eles contribuem para a polinização de plantas, ajudam na dispersão de sementes e também servem de alimento para outros animais, como aranhas e lagartixas, participando do controle natural de pragas nos ecossistemas.
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