A ideia de que existem plantas capazes de repelir escorpiões não encontra respaldo em estudos. Na prática, algumas espécies podem, ao contrário, contribuir para a presença desses animais ao criar condições favoráveis de abrigo, como ambientes úmidos, escuros e com frestas.
Especialistas apontam que o problema não está na planta em si, mas no microambiente formado ao redor dela. Escorpiões são predadores e procuram locais protegidos durante o dia, saindo à noite para se alimentar de insetos como baratas e grilos. Por isso, jardins com excesso de umidade, matéria orgânica acumulada e pouca ventilação acabam se tornando mais propícios.
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Entre as espécies que demandam maior atenção estão as bromélias do tipo “tanque”. A estrutura em roseta dessas plantas permite o acúmulo de água e resíduos orgânicos, o que atrai insetos e pode servir tanto de esconderijo quanto de área de caça para escorpiões. Há registros de espécies utilizando essas plantas como abrigo e até como rota de fuga.
Outro caso frequente envolve palmeiras que mantêm folhas secas presas ao tronco, formando a chamada “saia”. Esse acúmulo cria cavidades sombreadas e úmidas, funcionando como esconderijo para diferentes animais, incluindo escorpiões. A presença de matéria orgânica nesses locais também favorece o surgimento de insetos, o que reforça a permanência desses aracnídeos.
Plantas com crescimento denso, como trepadeiras e touceiras muito fechadas, também podem aumentar o risco. Quando encostadas em muros ou combinadas com acúmulo de folhas secas, essas formações mantêm a umidade e criam frestas ideais para abrigo, além de facilitar a circulação de insetos que servem de alimento.
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Diante desse cenário, a principal recomendação não é eliminar espécies específicas, mas adotar manejo adequado do jardim. A poda regular, a remoção de folhas secas e o controle da umidade ajudam a reduzir a formação de esconderijos. Também é indicado evitar áreas escuras e manter boa ventilação entre as plantas.
Medidas preventivas adicionais incluem afastar vegetação de muros e paredes, vedar frestas e manter o ambiente limpo para reduzir a presença de insetos. Em caso de picada, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente, para avaliação e possível aplicação de soro.
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