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DESCOBERTA HISTÓRICA

DNA revela possível origem asiática do Santo Sudário

Nova pesquisa identifica vestígios genéticos de Índia e Oriente Médio, além de plantas e animais acumulados ao longo dos séculos

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Imagem ilustrativa da notícia DNA revela possível origem asiática do Santo Sudário camera Ligação com a Índia já havia sido sugerida em 2015 | Universal History Archiv

O Santo Sudário, relíquia que muitos acreditam ter envolvido o corpo de Jesus Cristo, pode ter origens na Ásia. Uma nova análise de DNA do tecido sugere que ele passou pela Índia antes de chegar ao Oriente Médio, reforçando indícios históricos e biológicos sobre a trajetória dele.

Publicado na revista BioRxiv, o estudo preliminar revelou traços genéticos de populações indianas e do Oriente Médio. Os cientistas identificaram a linhagem H33, comum entre drusos e outros grupos árabes, e microrganismos típicos de ambientes com alto teor de sal, como o Mar Morto.

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Além do DNA humano, o Sudário apresenta vestígios de diversas espécies de plantas e animais. Foram detectados restos de coral vermelho, cenoura, milho, banana, gado, porcos, cães e gatos. Os pesquisadores explicam que essa diversidade biológica reflete os séculos em que a relíquia circulou pelo mundo, especialmente após as viagens de Marco Polo e Cristóvão Colombo, quando o tecido ficou exposto a diferentes ambientes e pessoas.

O pano de linho, com 4,4 metros de comprimento, está atualmente na Catedral de Turim, na Itália, e exibe a imagem de um homem crucificado. Testes de carbono-14 realizados no século XX indicam que o Sudário foi fabricado entre 1260 e 1390, levando muitos historiadores a considerarem a peça uma criação medieval.

Contudo, a conexão com a Índia não é inédita. Em 2015, o pesquisador Gianni Barcaccia mostrou que 38,7% do DNA encontrado na relíquia correspondia a pessoas do país asiático. A paleógrafa Ada Grossi acredita que isso tenha uma explicação histórica e tecidos indianos valiosos teriam feito parte das vestes do sumo sacerdote no Templo de Jerusalém.

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Pesquisadores também destacam que o linho do Vale do Indo era importado pelos romanos e a palavra grega para linho fino, sindôn, tem relação direta com a região de Sindh, na Ásia.

“Nossos resultados fornecem informações valiosas sobre as origens geográficas das pessoas que interagiram com o Sudário”, afirmam os autores, reforçando que a relíquia carrega não apenas um valor religioso, mas também um registro biológico e histórico de suas muitas viagens pelo mundo.

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