O escritor e lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda, responsável por um dos dicionários mais conhecidos do país, revelou em uma entrevista quais considerava as palavras mais bonitas da língua portuguesa. A escolha, feita entre milhares de termos, chamou atenção justamente pela simplicidade e pela musicalidade das palavras.
Entre as favoritas, Aurélio destacou “libélula”, que ele descreveu como uma palavra de forte carga poética. Para o autor, o termo remete a algo leve e em movimento, comparável a “um voo, uma coisa alada, de poesia imensa”.
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Outra palavra citada foi “alvorada”, associada ao nascer do dia. O termo carrega uma ideia de recomeço e luminosidade, sendo valorizado tanto pelo significado quanto pela sonoridade suave.
A terceira escolha foi “murucututu”, palavra de origem tupi que designa uma espécie de coruja. O próprio Aurélio apontava a musicalidade do termo como um dos motivos da escolha, já que todas as sílabas terminam com o som “u”, criando um ritmo marcante.
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As três palavras foram citadas em uma entrevista na década de 1970, quando o autor foi questionado sobre quais termos mais o encantavam no idioma. A resposta reflete uma visão subjetiva da linguagem, em que a beleza está tanto no som quanto nas imagens que as palavras evocam.
Reconhecido por seu trabalho com o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda dedicou décadas ao estudo do idioma.
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