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ANTES DOS DINOSSAUROS

Tubarões pré-históricos gigantes surgem em águas rasas nos Estado Unidos

Espécie rara existe há milhões de anos e surpreendeu cientistas ao aparecer em região costeira com apenas seis metros de profundidade

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Imagem ilustrativa da notícia Tubarões pré-históricos gigantes surgem em águas rasas nos Estado Unidos camera Pesquisadores acreditam que a região de Puget Sound pode funcionar como uma espécie de berçário natural para os tubarões. | Reprodução/Seattle Aquarium

Os oceanos ainda guardam mistérios capazes de surpreender até os cientistas mais experientes. Em meio às profundezas que permanecem pouco exploradas pelo ser humano, criaturas com características que atravessaram milhões de anos continuam surgindo e despertando curiosidade. Algumas delas parecem ter saído diretamente dos livros sobre a vida pré-histórica.

Pesquisadores ficaram intrigados após encontrar tubarões gigantes de uma espécie considerada “pré-histórica” nadando em águas surpreendentemente rasas no Estreito de Puget, no estado de Washington, na costa dos Estados Unidos.

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Descoberta intrigou pesquisadores pela pouca profundidade

Os animais, conhecidos como tubarões-sixgill-de-focinho-rombo, podem ultrapassar os quatro metros de comprimento e existem há milhões de anos, surgindo muito antes do período em que os dinossauros dominaram a Terra.

O que chamou a atenção dos cientistas foi o local onde os animais apareceram. Os exemplares foram avistados em Puget Sound em áreas com apenas seis metros de profundidade, algo incomum para a espécie.

Normalmente, esses tubarões vivem em regiões muito mais profundas dos oceanos, chegando a quase três mil metros abaixo da superfície, em ambientes escuros e de difícil acesso.

Área pode funcionar como “berçário” natural

Segundo pesquisadores do Seattle Aquarium, os animais parecem retornar regularmente à região durante determinados períodos do ano, levantando uma hipótese importante para os estudos.

A principal teoria é que a área funcione como uma espécie de “berçário” para os filhotes, que passariam parte do ano nessas águas antes de migrarem para regiões oceânicas mais profundas.

Agora, os cientistas realizam o monitoramento dos tubarões entre maio e setembro para entender melhor hábitos como alimentação, crescimento e rotas migratórias. Para acompanhar os movimentos, os animais recebem sensores de rastreamento antes de serem devolvidos ao mar.

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