Antes de tudo, vale a pena olhar para o céu nestes dias. Junho reserva um daqueles eventos astronômicos capazes de despertar a curiosidade até de quem não costuma acompanhar fenômenos celestes. Logo após o pôr do sol, três dos planetas mais brilhantes do Sistema Solar dividem a mesma região do firmamento, proporcionando uma rara oportunidade de observação a olho nu.
Os olhares voltados para o céu ganharam um motivo especial nesta semana. Após o principal momento do fenômeno registrado na última quarta-feira (17), quando Vênus e Júpiter apareceram praticamente lado a lado no horizonte oeste, o espetáculo continua nesta quinta-feira (18), com Mercúrio permanecendo próximo dos dois planetas.
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O fenômeno é conhecido pelos astrônomos como conjunção planetária. Apesar da impressão de que os corpos celestes estejam quase encostados, trata-se apenas de um efeito de perspectiva visto da Terra. Na realidade, Vênus, Júpiter e Mercúrio continuam separados por milhões de quilômetros no espaço.
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LUA MUDA DE POSIÇÃO, MAS ESPETÁCULO CONTINUA
Na noite desta quinta-feira, a configuração do céu será um pouco diferente da observada no dia anterior. A Lua crescente, que também participou do alinhamento visual ao lado de Mercúrio, Júpiter e Vênus, estará posicionada mais alta e um pouco mais distante dos planetas.
Ainda assim, o encontro dos astros continuará visível em diversas regiões do Brasil logo após o pôr do sol.
COMO OBSERVAR O ALINHAMENTO
A observação poderá ser feita sem equipamentos, já que o fenômeno é visível a olho nu. Basta procurar o horizonte oeste logo depois do anoitecer. Para aumentar as chances de contemplar o alinhamento, o ideal é escolher locais com horizonte livre de obstáculos, pouca iluminação artificial e céu limpo. As condições meteorológicas também influenciam diretamente na qualidade da observação.
Entre os planetas, Vênus será o mais fácil de localizar por ser o astro mais brilhante. Júpiter aparecerá muito próximo dele, enquanto Mercúrio ficará mais baixo, perto do horizonte, exigindo melhores condições de visibilidade.
POR QUE OS PLANETAS PARECEM TÃO PRÓXIMOS?
Segundo a NASA, esse tipo de alinhamento ocorre porque os planetas percorrem órbitas semelhantes ao redor do Sol, seguindo uma faixa conhecida como eclíptica. Em determinados momentos, a posição desses corpos faz com que, vistos da Terra, pareçam agrupados em uma mesma região do céu, embora permaneçam extremamente distantes entre si.
JUNHO REÚNE OUTROS FENÔMENOS ASTRONÔMICOS
Além da conjunção planetária, junho oferece outros atrativos para quem gosta de observar o céu. No dia 21 ocorre o Solstício de junho, marcando oficialmente o início do verão astronômico no Hemisfério Norte.
O mês também favorece a observação do chamado Triângulo de Verão, além de nebulosas, estrelas e outros objetos do céu profundo que passam a ficar mais evidentes para astrônomos e fotógrafos especializados.
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