Operários encontraram um tesouro de ouro avaliado em cerca de 9 milhões de euros, aproximadamente R$ 54,3 milhões, durante uma reforma em uma casa de Dendermonde, na Bélgica. As barras e moedas estavam escondidas nas paredes do porão do imóvel, que pertence à CAW Oost-Vlaanderen, instituição que presta apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade.
A descoberta ocorreu enquanto trabalhadores perfuravam o solo da propriedade para instalar novos canos de esgoto. O que inicialmente parecia ser apenas um material sem grande valor acabou revelando um esconderijo com uma quantidade expressiva de ouro.
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Um dos operários contou à emissora pública belga VRT que, no primeiro momento, ninguém imaginou a dimensão do achado. "No começo, pensei que fossem moedas de € 1. Mas depois vimos também uma pepita de ouro ali. Foi aí que percebemos que se tratava de algo maior", revelou.
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Diante da descoberta, a equipe interrompeu o trabalho e comunicou o caso às autoridades.
POLÍCIA RECOLHEU OURO E FEZ BUSCAS NO IMÓVEL
A polícia foi chamada ao local e realizou buscas na propriedade. Todo o material encontrado foi retirado do imóvel e levado para um cofre de alta segurança sob responsabilidade dos serviços públicos federais.
O gerente da obra, identificado como Mario, explicou à VRT que os trabalhadores não cogitaram ficar com o tesouro. "São tantas moedas e barras. Seria quase impossível. Além disso, seria roubo", observou.
A polícia também fez um alerta à população e pediu que curiosos não se dirijam à propriedade onde o ouro foi encontrado.

QUEM É O DONO DO TESOURO?
Dendermonde, cidade com aproximadamente 47 mil habitantes, está localizada a cerca de uma hora de Bruxelas. Apesar do valor extraordinário do material encontrado, as autoridades ainda não conseguiram descobrir quem é o proprietário das barras e moedas.
Pela legislação local, o eventual dono terá cinco anos para reivindicar o tesouro. Para isso, entretanto, será necessário comprovar a propriedade do material.
OURO PODE SER DIVIDIDO ENTRE OS OPERÁRIOS E DONO DO IMÓVEL
Caso ninguém apareça para reclamar o tesouro dentro do prazo estabelecido, a legislação prevê uma possível divisão do patrimônio entre os responsáveis pela descoberta e o proprietário do imóvel.
A regra, porém, depende de uma condição fundamental: as autoridades precisam confirmar que o ouro não está relacionado a qualquer atividade criminosa.
Até que a origem das barras e moedas seja esclarecida, o material permanecerá sob custódia dos serviços públicos federais. A investigação deverá determinar não apenas quem escondeu o tesouro no imóvel, mas também por que uma fortuna em ouro estava escondida no porão.
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