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DECISÃO DA JUSTIÇA

Supeito de participar da morte Ruthetty, irmão da cantora tem prisão revogada

Novo desdobramento levanta suspeitas sobre caso extraconjugal e possível vingança na morte da cantora paraense

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Imagem ilustrativa da notícia Supeito de participar da morte Ruthetty, irmão da cantora tem prisão revogada camera Cantora Ruthetty foi encontrada morta em dezembro de 2025, na casa onde morava em Belém. | Reprodução

Nesta sexta-feira (03/07), a Justiça do Pará revogou a prisão do sargento da Polícia Militar Ivanildo Gomes dos Santos, irmão da cantora Ruthetty, encontrada morta em dezembro de 2025 dentro da residência dela, no bairro da Marambaia, em Belém. Com a decisão, foi expedido alvará de soltura, e o militar deixará o Central de Custódia, onde estava detido no Batalhão Especial Penitenciário (BEP), da Polícia Militar.

A medida foi tomada após a conclusão do inquérito policial, que, segundo a defesa, não identificou elementos que comprovem a participação do sargento no crime. De acordo com o advogado de defesa do sargento, Philippe Aguiar, não houve qualquer prova de autoria, “nem como executor, nem como mandante”, contra o irmão da cantora.

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De acordo com a defesa, os elementos colhidos ao longo do inquérito indicam que o principal conflito teria ocorrido entre a vítima e a cunhada da cantora. A versão apresentada aponta que a mulher estaria grávida do amante, suposto autor do crime.

Ainda segundo a defesa, um desentendimento entre ambas teria resultado em um aborto, hipótese que passou a ser considerada como possível motivação para uma vingança.

A investigação chegou a trabalhar com diferentes versões apresentadas pelos envolvidos. Em razão disso, a Polícia Civil realizou uma acareação no último dia 11 de junho, confrontando os depoimentos do executor e de uma possível coautora.

Ainda conforme o advogado, as apurações reuniram elementos como trocas de mensagens, depoimentos conflitantes e confissões parciais, que passaram a indicar o envolvimento de outras pessoas na execução do crime, afastando a tese inicial de que Ivanildo teria sido o mandante do crime.

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Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem) finalizou o inquérito do caso no último dia 12 de junho. O processo ainda está aberto na Justiça.

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