A Companhia de Investigação Cênica convoca artistas da região Norte para se inscreverem em dois workshops de dança contemporânea que serão realizados em novembro deste ano e janeiro de 2014, ministrado pelas coreógrafas Maya Carroll (Israel) e Nina Dipla (Grécia), nos respectivos meses, em Belém. As atividades integram o projeto Conexão Dança Curimbó, contemplado pelo Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna 2012.
De acordo com Danilo Bracchi, diretor e coreógrafo da companhia, a proposta é fruto da necessidade de dar continuidade ao trabalho que desenvolveu durante a residência e intercâmbio na Europa. “Depois da minha viagem junto com o Icaro Gaya a Berlim e Paris, para aperfeiçoamento técnico e pesquisa, pensei em trazer as coreógrafas com as quais fizemos aula e nos identificamos com a linguagem para montar coreografias junto com a companhia”, diz. O projeto vai selecionar um intérprete para integrar o elenco das montagens resultantes dos workshops. A seleção será por uma audição durante as atividades de novembro.
Os workshops fazem parte de um programa de imersão no qual as ministrantes convidadas mobilizarão técnicas e repertórios pessoais em um processo de troca envolvendo os artistas selecionados e o contexto local. Os workshops vão durar cinco dias cada, e serão realizados no período da tarde, com carga horária total de 15 horas .(Leia mais na página 2)
Para inspirar movimentos
A companhia oferta 35 vagas para cada workshop, direcionadas a maiores de 18 anos, que desenvolvam trabalhos nas diferentes linguagens artísticas: teatro, dança, performance, circo, música, na região Norte do país - com residência comprovada de no mínimo dois anos. A escolha se dará através da análise de formulário de inscrição. Os interessados deverão informar para quais atividades estão se candidatando.
O Conexão Dança Curimbó será desenvolvido no formato de trilogia. “A ideia é trazer também a Minako Seki, do Japão, mas ainda não temos data confirmada. As três vão montar uma coreografia de até 35 minutos com o tema Curimbó. Para isso elas farão uma imersão no Estado com a ajuda de artista convidados como o Miguel Chikaoka, Alexandre Sequeira, André Mardock, Anibal Pacha, Grupo Quaderna, Armando Mendoça, Ricardo Risuenho, Léo Bittar, enfim, artistas que vão contribuir com o processo criativo das montagens, não é só uma montagem de dança contemporânea, mas um envolvimento maior com a cultura do Estado”, explica Danilo Bracchi.
O título do projeto, Curimbó, remete ao instrumento musical percussivo característico da cultura amazônica, símbolo da proposta de levar para a montagem a musicalidade local. “O projeto é dividido em núcleos. Os artistas estarão envolvidos como consultores, documentaristas, ensaístas literários, diretores de cena, figurinistas, iluminadores, direção musical. Além das três coreografias teremos um caderno com ensaios literários, e um videodocdança, sobre todo esse processo de imersão e troca”, adianta o bailarino.
No término de cada workshop será apresentada uma coreografia. Os processos de criação culminam na montagem final. “Em novembro, teremos a coreografia da Maya Carrol , com apresentação no Waldemar Henrique, em janeiro termos a coreografia de Nina Dipla, com apresentação no mesmo teatro, a terceira que será com Minako Seki, ainda não temos agenda, mas será o mesmo processo. Assim que tivermos as tres coreografias prontas faremos a Gran Premier no Theatro Da Paz apresentando a trilogia, com o lançamento da revista e o videodocdança”, diz Danilo.
Coreógrafas
Maya Carroll é coreógrafa e bailarina israelense, vive e trabalha em Berlim e atualmente integra o coletivo The Instrument. O trabalho de Maya apresenta narrativas que evoluem a partir/através do movimento, do detalhamento de imagens e da musicalidade. Maya tem grande interesse na interação entre realidade e fantasia, e na reflexão acerca da radicalidade da condição humana frente à solidão, aos impactos ambientais e às relações interpessoais.
Nos últimos quatro anos, assumiu o interesse por composição coreográfica instantânea/improvisação e vem se desenvolvendo tanto na prática quanto na teoria, tornando-se parte significativa de processo de criação e integrando-se as coreografias e performances da artista. Outras inspirações para o trabalho de Maya com movimento são o espaço, o som, a ressonância, a imaginação e a poesia.
Nina Dipla é coreógrafa. Nasceu na cidade de Tessalônica, Grécia, e vive atualmente em Paris. Na adolescência fez ginástica olímpica e depois iniciou sua trajetória na dança com o Balé clássico. Desde muito jovem estudou na Folkwang Hochschule - Essen, Alemanha - escola dirigida por Pina Bausch, onde se graduou em 1993. Mais tarde, torna-se membro da Folkwang Tanz Studio (STF) e trabalha com Pina na montagem de “Le Sacre du Printemps”.
Trabalhou como assistente coreográfica do Tanztheater Wuppertal. Leciona na CND em Paris e Lyon, no CNSMDC de Lyon, na Menagerie de Verre em Paris, no Studio Kelemenis, na empresa Philippe Saire (Genebra) e com Christiane Blaise no Centro Coreográfico de Tours. Desde 1999, colabora com diversos coreógrafos, compositores e diretores.
PARTICIPE
Período de inscrições para os workshops: 20 de Agosto à 10 de Outubro
Inscrições pelo site: www.ciacenica.com
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar