Fábio Graf é grafiteiro desde 2006. Já ministrou outras oficinas em diversas escolas onde teve contato com quase todas as faixas etárias, e todos esses alunos tinham o mesmo interesse: conhecer um pouco mais sobre a arte de grafitar. Dessa vez, o novo desafio do grafiteiro e professor é no bairro do Tenoné, na Associação de Moradores Bela Manoela (Asbema). Ele ministra a oficina de grafitagem, na programação do projeto Circuito das Artes, que está no bairro do Tenoné desde o início deste mês.
Segundo o instrutor, a faixa etária dos alunos é abrangente com pessoas de 15 a 34 anos, além dos idosos que aparecem de vez em quando para observar ou parabenizar a iniciativa. Para as aulas, Fábio leva um pouco da história do grafite, de técnicas de desenho, estudos de coloração e técnicas de pintura. “A comunidade não tinha contato com cultura e arte, o Circuito ajuda a efervescer a arte e a curiosidade por esse novo mundo, é importantíssimo”, diz Fábio.
Já Moisés Araújo é instrutor de fotografia artesanal pinlux e participa do projeto ministrando aulas também no bairro, na Escola Tenoné e na Associação dos Moradores Almir Gabriel. Os alunos aprendem sobre a história da fotografia e como construir sua própria máquina usando uma caixa de fósforos. “A tecnologia é muito boa, mas a criança ou mesmo o fotógrafo está tão interado com ela que esquece de pensar na fotografia que vai fazer e tudo vira apenas um clique”, diz.
Essas são apenas duas das dez oficinas em andamento no bairro do Tenoné e que seguem até o final deste mês com a realização da mostra de resultados e um show do grupo Gang do Eletro, que promete agitar o bairro. Dentre as oficinas estão as de grafitagem, reciclagem pet, dança regional, iniciação à fotografia, fotografia artesanal pinlux, audiovisual e dança de rua. Os próximos lugares a receberem o projeto são os bairros da Terra Firme e Beco do Carmo.
O Circuito
A Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, através da Lei Rouanet, com o patrocínio da Vale e Banpará, iniciou em março deste ano o projeto “Circuito das Artes”. E atendeu os bairros do Jurunas, Guamá, Pratinha I, Pratinha II e Marambaia. As oficinas atenderam 451 alunos e pessoas da comunidade, foram realizadas em onze escolas e cinco centros comunitários.
No final do ciclo de oficinas em cada bairro, ocorrem mostras culturais com a realização de fotovarais, projeções audiovisuais, projeções fotográficas, danças regionais, danças urbanas, teatro de fantoches, teatro de rua, apresentações de grupos folclóricos das escolas e shows musicais. Além disso, o Circuito fez a limpeza e revisão da iluminação de quatro praças, a revisão de iluminação do entorno e da quadra de esportes da Escola Eunice Weaver no bairro da Pratinha I e a melhorias na praça Iza Marques através de uma oficina de grafitagem no mesmo local.
(Diário do Pará)
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